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6 de Março de 2007 - 11h26 - Última modificação em 6 de Março de 2007 - 11h26


Diretor de ONG diz que sociedade desempenha papel importante na contenção da violência

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - A violência é um “problema multifacetado e ainda não completamente entendido” pela sociedade, na avaliação de José Roberto Belintane, superintendente do Instituto São Paulo contra a Violência, uma Organização Não-Governamental. Ele lembrou que o tema segurança pública é hoje uma das principais preocupações da sociedade brasileira, junto com a geração de emprego e renda.

Para Belitane, essa complexidade envolve questões sócio-econômicas como a distribuição de renda e a ausência da oferta de serviços essenciais de infra-estrutura, além da dificuldade de acesso de uma boa parcela da população a cultura, saúde, educação, lazer e esportes.

Em entrevista à Agência Brasil, Belintane lembrou que a sociedade tem papel importante para conter a violência. “O que se pode fazer primeiro é conscientizar-se de que cada um de nós, individual ou coletivamente, tem papéis a cumprir”.

O Mapa da Violência dos Municípios Brasileiros, da Organização dos Estados Ibero-Americanos para Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), divulgado na semana passada, mostrou que São Paulo foi o único estado que conseguiu reduzir de forma significativa os índices de violência de 1994 a 2004.

Em 1994, por exemplo, São Paulo figurava em oitavo lugar no ranking dos estados com maior índice de homicídios e em 2004 o estado passou a ocupar a décima posição.

Para Belintrane, as razões que explicariam essa queda seriam o “melhor equipamento e treinamento das polícias e a melhoria na inteligência e na investigação policial”, além da mobilização da sociedade civil em organizações e movimentos sociais.

Também houve queda no número de homicídios entre jovens em São Paulo. Em 1994, o estado aparecia na terceira posição e, dez anos depois, passou a ocupar o nono lugar entre os estados brasileiros.

“O jovem é considerado o grupo de maior risco em comparação com todas as faixas etárias quando a questão é violência e criminalidade”, afirma o diretor. Segundo ele, além de tudo há a necessidade de afirmação natural da idade.

“Se boas oportunidades não são oferecidas, as ruins que o crime organizado oferece permitem ao jovem rapidamente essa afirmação, esse status. Ele tem uma tendência a se deixar levar pela sedução da criminalidade”.



 


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