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28 de Fevereiro de 2007 - 19h15 -
Última modificação
em 28 de Fevereiro de 2007 - 21h34
Questões sociais e Missão de Paz no Haiti deverão dominar discussões na Cúpula do Grupo do Rio
Flávia Peixoto
Enviada especial
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Wilson Dias/ABr
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Georgetown (Guiana) - Elizabeth Harper, diretora do Ministério das Relações Exteriores da Guiana e presidente da Reunião dos coordenadores nacionais do Grupo do Rio. A organização internacional é um foro privilegiado para discutir posições latino-americanas e caribenhas em questões regionais e internacionais
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Georgetown (Guiana) - As oito Metas do Milênio e a Missão de Paz no
Haiti (Minustah) deverão ser os principais assuntos da 19ª Cúpula do Grupo do
Rio, que será realizada sexta-feira e sábado (2 e 3), no Centro de
Conferência Internacional da Guiana. Outro objetivo da Cúpula de Georgetown será
a busca de estratégias para fortalecer o grupo – também conhecido pela sigla GRio –, um Mecanismo Permanente de
Consulta e Concertação Política.
Hoje (28), os 20 coordenadores nacionais do
GRio se reuniram em Georgetown para discutir o fortalecimento do grupo e
elaborar um esboço da Declaração de Turkeyen, localidade nos arredores da capital da Guiana, onde se realizará a cúpula.
O documento será firmado pelos 20
países da América Latina e Caribe, que formam o grupo criado no Rio de Janeiro em
1986. As propostas dos coordenadores serão encaminhadas amanhã (1º) à reunião dos ministros
de Relações Exteriores. O chanceler brasileiro, Celso
Amorim, enviará um representante para o encontro em Georgetown.
Pela primeira vez em 20 anos, o Grupo do Rio se reúne em um
país de língua inglesa e integrante da Comunidade do Caribe (Caricom). Segundo a coordenadora guianesa do GRio, Elisabeth Harper, a Missão de Paz no Haiti e as
questões sociais da região, como educação, saúde e combate à pobreza, prometem
pautar a reunião dos chefes de Estado.
“Sem
dúvida, este será o maior e mais importante encontro de chefes de Estado que a
Guiana já sediou”, ressaltou a Elisabeth Harper. Ela informou que, além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, confirmaram participação os
presidentes do Chile, Venezuela, Equador, Paraguai, México, Panamá, República
Dominicana e Honduras. Atualmente, a Guiana preside a secretaria pro-tempore do
GRio e também é o país sede do Caricom.
O coordenador brasileiro do Grupo do Rio, Eduardo
Gradilone, disse que o Brasil apóia a proposta chilena segundo a qual as
Metas do Milênio devem ser tema de uma declaração específica da Cúpula de
Georgetown. “O combate à pobreza, à fome e à desigualdade social deve ser
destacado em uma declaração em separado para que tenha mais peso como um
comprometimento dos presidentes”, afirmou o diplomata.
O país anfitrião do encontro do Grupo do Rio também encomendou
estudos sobre as assimetrias econômicas dos países da região e sobre a
democratização das Relações Internacionais. Entretanto, países como
Brasil, Argentina, Chile e México preferem que estes temas sejam apenas citados, e
não endossados na Declaração de Turkeyen.
“Acreditamos que tais assuntos são de
competência de outros fóruns. O Brasil, por exemplo, concorda com a proposta da
Venezuela de que esta cúpula deve discutir as assimetrias sociais da região, ao
invés das assimetrias econômicas, que já estão sendo estudadas pelo Mercosul”, concluiu Gradilone.
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