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28 de Fevereiro de 2007 - 19h56 - Última modificação em 28 de Fevereiro de 2007 - 20h11


Governadores da Região Sudeste apresentam propostas para combater a violência

Iolando Lourenço e Marcos Chagas
Repórteres da Agência Brasil

 
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Fábio Pozzebom/ABr
Brasília - Os governadores Aécio Neves (Minas Gerais), José Serra (São Paulo) e Sérgio Cabral (Rio de Janeiro) com o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia. Eles se reuniram com o presidente do Senado, Renan Calheiros, e o governador Paulo Hartung (Espírito Santo) para discutir projetos na área de segurança pública que tramitam nas duas Casas
Brasília - Os governadores Aécio Neves (Minas Gerais), José Serra (São Paulo) e Sérgio Cabral (Rio de Janeiro) com o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia. Eles se reuniram com o presidente do Senado, Renan Calheiros, e o governador Paulo Hartung (Espírito Santo) para discutir projetos na área de segurança pública que tramitam nas duas Casas
Brasília - Os governadores do Sudeste apresentaram aos presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), 13 propostas de reforma na legislação federal que trata da segurança pública. Todas as matérias já tramitam na Câmara ou no Senado. A intenção dos presidentes é criar uma comissão de deputados e senadores para sistematizar todas as matérias existentes nas duas casas legislativas sobre o tema e votá-las em no máximo 40 dias.

"O meu desejo e o do presidente da Câmara é criar uma comissão mista para avaliar as propostas de segurança pública que estão em discussão nas comissões especiais das duas Casas. Queremos,  num curtíssimo espaço de tempo, votar uma agenda da segurança pública no Congresso", disse Renan.

Os governadores de São Paulo, José Serra, de Minas Gerais, Aécio Neves, do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e do Espírito Santo, Paulo Hartung afirmaram que essa é a primeira vez que os quatro se unem para apresentar e discutir propostas concretas de combate a violência no Brasil.

As propostas apresentadas pelos governadores são:

Ordem
Íntegra da proposta
1)
criação de um tipo penal destinado a alcançar especificamente a organização criminosa formada para a atuação no sistema prisional ou concebida para a dominação de determinados territórias (isto é, uma forma e mais grave do crime de quadrilha);
2)
aumento das penas previstas para crimes contra a incolumidade pública, dentre os quais os de perigo comum e os contra a segurança dos meios de comunicação e transportes;
3)aumento das penas para o motim de presos;
4) aumento de pena para homicídio doloso cometido contra policial, magistrado, membro do Ministério Público, servidor do sistema prisional e das unidades de internação de adolescentes no exercício da função ou em razão dela;
5) definição, como falta grave, da posse de celular, aparelho de rádio ou similar no interior de unidades prisional;
6)
determinação de que as prestadoras dos serviços de telefonia celular impeçam a recepção do sinal em unidades prisionais;
7)
estímulo à reparação de danos pelos autores de infrações penais decorrentes de organizações criminosas, prevendo-se que a autoridade policial deverá solicitar ao juiz que determine a indisponibilidade dos bens do acusado;
8) maior rigor com o autor de crime hediondo, aumentando o tempo de cumprimento da pena exigido para sua eventual transferência a regime penitenciário mais brando;
9) restauração do exame criminológico, prevendo-se que o juiz da execução poderá determinar sua realização quando considerá-la necessário para decidir se o condenado merece ser transferido a regime menos rigoroso;
10) extensão da delação premiada a condenados;
11) subsídio habitacional para policiais e servidores do sistema prisional;
12) aumento da internação máxima admitida pelo Estatuto da Criança e do Adolescente para atos infracionais, praticados com violência ou grave ameaça à pessoa;
13) aprovação do conjunto de propostas para a reforma do Processo Penal.






 


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