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Brasília - O Ministério do Desenvolvimento
Agrário (MDA) planeja ampliar o programa Arca das Letras. Criado em 2003, ele
prevê a instalação de bibliotecas em assentamentos da reforma agrária,
comunidade de agricultores familiares, áreas quilombolas e reservas indígenas.
Já foram implementadas 2,6 mil unidades. Até o
final deste ano, a meta é criar 3 mil bibliotecas para atender cerca de 500 mil
famílias. Serão investidos R$ 600 mil neste projeto. Em março, está prevista a
instalação de 385 bibliotecas nos estados de Mato Grosso do Sul, Santa
Catarina, Goiás e São Paulo.
Segundo a coordenadora do programa, Cleide
Soares, o Arca das Letras é uma forma de facilitar o acesso aos livros e
incentivar a leitura no campo. “É muito importante que o livro esteja próximo das pessoas para que faça parte
do cotidiano dos moradores, que possa contribuir o desenvolvimento do trabalho,
cultura e educação”, diz Cleide.
A coordenadora acredita que o projeto está dando
certo pelo fato de estar próximo da comunidade. “Mesmo as pessoas que não tem o
costume de ler, começam a utilizar o livro para resolver problemas práticos do
dia-a-dia.”
Em fevereiro, 1,1 mil famílias de comunidades
rurais dos municípios baianos de Barreiras e Angical receberam a biblioteca.
Para Adriana Vieira, da Comunidade Quilombola Mocambo, em Barreiras, o livro é
uma oportunidade de conhecer novos mundos e melhorar a vida de quem vive no
campo.
“Através do livro a gente pode conhecer. Um
pouquinho de cada lugar, um pouquinho de tudo. Além disso, a biblioteca tem
livros que ensinam a cuidar melhor da terra e dos alimentos”, conta Adriana.
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