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2 de Março de 2007 - 23h55 - Última modificação em 3 de Março de 2007 - 00h01


Presidente da Guiana pede em cúpula mudanças nos organismos multilaterais

Flávia Peixoto
Repórter da TV Brasil

 
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Georgetown (Guiana) - Os desafios do desenvolvimento para a América Latina e Caribe marcaram os discursos de abertura da Cúpula do Grupo do Rio, na noite de hoje (2), no Centro Cultural da Guiana.

“A minha esperança para esta cúpula é que possamos focalizar alguns problemas para melhorar a qualidade de vida na região”, enfatizou o presidente da Guiana, Bharrat Jagdeo.

"São necessárias mudanças nos sistemas internacionais e nos organismos multilaterais. A Organização Mundial do Comércio, por exemplo, demonstra indiferença em relação aos Estados mais pobres. Para garantir um bem-estar da nossa população, precisamos fortalecer e reorganizar o comércio, além de buscar a geração de empregos.”

Segundo relatório da Comissão Econômica para América Latina e o Caribe (Cepal), 209 milhões de pessoas vivem em situação de pobreza na região, o que representa 48% da população latino-americana e caribenha.

Com base no levantamento da Cepal, o presidente da Guiana destacou que 81 milhões de pessoas no espaço geográfico de abrangência do G-Rio são indigentes, dos quais 15 milhões são adolescentes.

Ainda conforme as estatísticas regionais, cerca de 50 milhões de pessoas não têm acesso a alimentos, 100 milhões vivem sem saneamento básico e 220 milhôes não possuem seguro de saúde.

A América Latina e Caribe têm o maior percentual do mundo de crianças nascidas de mães adolescentes e que, apesar de 72% das crianças da região freqüentarem a escola primária, a maior parte não chega a concluir a formação. O número de analfabetos nos países que integram o Grupo do Rio é de 36 milhões.

O Haiti, país mais pobre da região, também será alvo das discussões que acontecem neste sábado (3), no Centro de Conferência Internacional da Guiana.

“Certamente há uma questão essencial a este grupo que deve não somente perdurar, mas também se fortalecer, que é a promoção e defesa da democracia na região. Daí a importância de que a situação no Haiti seja motivo de nosso interesse e solidariedade”, ressaltou o chanceler da Argentina, Jorge Taiana, que veio representar o presidente Néstor Kirchner.

O presidente Luiz Inacio Lula da Silva participou da cerimônia oficial de abertura ao lado do guianense Jagdeo e da presidente chilena Michelle Bachelet. Também estiveram no evento os chefes de Estado do México, República Dominicana, Belize e Honduras.

Neste sábado, é esperada a chegada do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, do presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, e do presidente panamenho, Martin Torrijos. Ao todo, dez dos 20 chefes de Estado do Grupo do Rio prestigiam a cúpula de Georgetown, além do secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza.



 

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