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Brasília - O ministro da Secretaria Especial de
Aqüicultura e Pesca, Altemir Gregolin, informou hoje (5) que a proposta
brasileira sobre a regulamentação dos subsídios ao setor pesqueiro será
entregue sexta-feira (9) à Organização Mundial do Comércio (OMC), em
Genebra, na Suíça. Gregolin participou, nesta segunda-feira, em Roma da
27ª Reunião do Comitê da Pesca da Organização das Nações Unidas para a
Agricultura e Alimentação (FAO), em Roma, Itália.
Mais
de 40 países participaram do encontro, no qual foi discutida a proposta
brasileira, que sugere o fim dos subsídios à pesca nos países
desenvolvidos e a
permissão de subsídios nos países em desenvolvimento, para que estes
possam fortalecer sua indústria pesqueira.
A proposta brasileira é referência nas discussões sobre pesca e é bem vista pela
maioria dos países membros da OMC, embora Japão e Espanha, grandes
subsidiadores, não concordem com ela, afirmou Gregolin, em entrevista à Agência Brasil. De acordo com o ministro, Noruega, Austrália, Argentina e Chile estão entre os países que apóiam o Brasil na questão. Segundo
o ministro, a principal preocupação em relação à proposta é o
estabelecimento de critérios claros sobre a concessão dos subsídios nos
países em desenvolvimento. "As proposições vão no sentido de que o país
em desenvolvimento, para poder fornecer subsídios para a melhoria da
pesca, deve, primeiro, ter um sistema de ordenamento, de gestão, de
administração do setor pesqueiro”, explicou.
Outra
sugestão apresentada durante o encontro na FAO é de que todos os
subsídios sejam concedidos apenas "no limite da reconstrução
sustentável dos estoques” de peixes. Gregolin ressaltou que o objetivo
de tais sugestões é evitar a escassez de recursos pesqueiros nos países
em desenvolvimento, como já ocorreu com vários
desenvolvidos.
No dia 26 de maio, o Comitê de Regras da OMC dará parecer sobre as propostas apresentadas.
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