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Brasília - A Receita Federal do
Brasil, unificação da Receita
Previdenciária com a Receita Federal, precisará de mais recursos orçamentários
para ser totalmente implementada no país. A afirmação é do coordenador de
transição para a chamada Super Receita, Marcos Noronha.
A lei que criou a chamada
Super Receita, aprovada no Congresso Nacional no último dia 13, deve ser
sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva até o dia 16 deste mês e entrar em vigor no dia 2 de maio deste ano.
A expectativa é que, três
meses após a vigência da lei, 92 postos das Receitas Federal e Previdenciária sejam integrados. O Brasil
conta com cerca de 800 postos da Receita Federal e 500 da Receita
Previdenciária.
“Desde que a gente consiga
a dotação orçamentária suficiente, depois de um ano [após a vigência da lei], a
previsão otimista é que todos os postos estejam totalmente integrados”, disse
Noronha.
Ele não quis adiantar o
valor necessário para assegurar o funcionamento da Receita Federal do Brasil
plenamente. “Neste momento não estamos divulgando essa previsão. Nossa área
logística está com esses dados, mas preferimos não falar porque a dotação
depende de negociações dentro do próprio governo”, afirmou Noronha.
Segundo ele, a
área que mais precisa de investimento é a de tecnologia da informação. “A
Receita Federal tem muita segurança, com equipamentos que suportam essa
demanda, mas a Receita Previdenciária ainda não tem isso. Os equipamentos que
eles têm não atendem as especificações que a nossa área de tecnologia
estabelece como mínimas para garantir a segurança. Vamos precisar de
investimento”, concluiu.
Noronha lembrou que a
Receita Previdenciária não tem recursos orçamentários próprios e atualmente
depende do Ministério da Previdência Social. “A Receita Previdenciária é um
órgão novo, que ainda estava se estruturando, sem dotação orçamentária”, destacou.
O coordenador do processo de transição acrescentou
que, com a unificação, os ganhos de longo prazo para o Brasil são a racionalização de recursos e
a unificação das bases de dados, que atualmente são organizados pelas empresas
DataPrev e Serpro. “Vamos ter acesso aos dados de forma desburocratizada. Hoje
temos uma restrição que é questão do sigilo fiscal. Então, estando todo o
sigilo em um único órgão, teremos a facilidade de troca de informação”,
enfatizou.
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