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5 de Março de 2007 - 14h03 - Última modificação em 5 de Março de 2007 - 14h03


Implementação da Super Receita precisará de mais recursos, diz coordenador

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - A Receita Federal do Brasil,  unificação da Receita Previdenciária com a Receita Federal, precisará de mais recursos orçamentários para ser totalmente implementada no país. A afirmação é do coordenador de transição para a chamada Super Receita, Marcos Noronha. 

A lei que criou a chamada Super Receita, aprovada no Congresso Nacional no último dia 13, deve ser sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva até o dia 16 deste mês e entrar em vigor no dia 2 de maio deste ano.

A expectativa é que, três meses após a vigência da lei, 92 postos das Receitas Federal e Previdenciária sejam integrados. O Brasil conta com cerca de 800 postos da Receita Federal e 500 da Receita Previdenciária.

“Desde que a gente consiga a dotação orçamentária suficiente, depois de um ano [após a vigência da lei], a previsão otimista é que todos os postos estejam totalmente integrados”, disse Noronha.

Ele não quis adiantar o valor necessário para assegurar o funcionamento da Receita Federal do Brasil plenamente. “Neste momento não estamos divulgando essa previsão. Nossa área logística está com esses dados, mas preferimos não falar porque a dotação depende de negociações dentro do próprio governo”, afirmou Noronha.

Segundo ele, a área que mais precisa de investimento é a de tecnologia da informação. “A Receita Federal tem muita segurança, com equipamentos que suportam essa demanda, mas a Receita Previdenciária ainda não tem isso. Os equipamentos que eles têm não atendem as especificações que a nossa área de tecnologia estabelece como mínimas para garantir a segurança. Vamos precisar de investimento”, concluiu.

Noronha lembrou que a Receita Previdenciária não tem recursos orçamentários próprios e atualmente depende do Ministério da Previdência Social. “A Receita Previdenciária é um órgão novo, que ainda estava se estruturando, sem dotação orçamentária”, destacou.

O coordenador do processo de transição acrescentou que, com a unificação, os ganhos de longo prazo para o Brasil são a racionalização de recursos e a unificação das bases de dados, que atualmente são organizados pelas empresas DataPrev e Serpro. “Vamos ter acesso aos dados de forma desburocratizada. Hoje temos uma restrição que é questão do sigilo fiscal. Então, estando todo o sigilo em um único órgão, teremos a facilidade de troca de informação”, enfatizou.



 


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