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Brasília - Dos R$ 76,3 milhões emprestados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao microcrédito nos últimos dois anos, o financimento mais recente foi para a Sociedade de Crédito ao Microempreendedor do Planalto Norte (Planorte). A Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) atende a 11 municípios de Santa Catarina e duas cidades paranaenses. Desde o ano 2000, a Planorte já emprestou R$ 11,1 milhões para microcrédito, envolvendo pessoas físicas e jurídicas daquela região.
O empréstimo via Oscip é defendido como uma forma de facilitar o financiamento, na opinião do secretário de Economia Solidária do Ministério do Trabalho, Paul Singer. No caso da Planorte, o fato dela ser uma Oscip facilitou que repasse o empréstimo do BNDES para empreendedores. “Nossa idéia é dar uma incrementada boa aqui na economia regional com esse aporte de mais R$ 1 milhão do BNDES”, afirmou gerente geral da Planorte, Nivaldo Brey Júnior.
Uma das micro empreendedoras atendidas pela Planorte na economia informal é Vilma Spadotto. Costureira, ela trabalha para incremento da renda familiar. Vilma já é cliente da sociedade de microcrédito Planorte, onde obteve cinco empréstimos, o último dos quais no final do ano passado, no valor de R$ 4 mil, destinado à aquisição de tecidos. A alternativa de crédito significou aumento da renda familiar para a costureira. “Melhorou bastante para mim”, afirmou Vilma Spadotto.
Na economia formal, uma cliente tradicional da Planorte é Deuscélia de Fátima Chagas, que usou os três empréstimos obtidos junto à entidade, no total de R$ 24 mil, na construção de sua loja, onde vende confecções, e também para capital de giro. Ela destacou os juros baixos como uma das principais características do financiamento aos micro empreendedores. “Quando a gente vai pagando sempre certinho, aí vão caindo os juros. Cada empréstimo que você faz, quando termina, quando você vai emprestar de novo paga menos juros. É bem legal esse sistema”, analisou Chagas.
O gerente do BNDES, Fábio Chiletto, esclareceu que o limite máximo de financiamento no âmbito do Programa de Microcrédito (PMC) é dado pelo Banco Central (limite de endividamento), no caso de instituições financeiras, e pela área de crédito do banco (limite de crédito), no caso de Oscips, estando atrelado à quantidade de capital próprio (patrimônio social ou patrimônio líquido) que ela possui. “Ela precisa ter um capital mínimo para pleitear recursos do banco”, explicou.
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