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7 de Março de 2007 - 08h29 - Última modificação em 7 de Março de 2007 - 08h29


Redução da taxa de poupança prejudica trabalhador e favorece banco, avalia CUT

Raquel Mariano
da Agência Brasil

 
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Brasília - A decisão do governo federal de alterar o cálculo da Taxa Referencial (TR) vai causar efeitos opostos para donos de banco e os quase 30 milhões de trabalhadores com carteira assinada no país. Na opinião do presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Arthur Henrique Santos, a mudança aumenta o lucro dos bancos e reduz o rendimento dos trabalhadores que têm seu dinheiro aplicado no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

A TR é usada para reajustar a Caderneta de Poupança e o FGTS. O Conselho Monetário Nacional (CMN) alterou, esta semana, o cálculo da TR. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, presidente do CMN, disse que a decisão corrige uma distorção, já que tanto a inflação quanto os juros estão caindo. "Todas as taxas estão caindo. A TR tem que acompanhar. Ela é uma taxa móvel e foi feita para refletir uma parte da inflação", defendeu o ministro.

Com uma TR menor, os bancos ganham mais, na opinião do presidente da CUT, já que a taxa de rendimento mais baixa faz o consumidor procurar outras opções, como o fundo de renda fixa, que rende mais para a empresa.

"Essa medida transfere renda de um setor altamente beneficiado pelas altas taxas de juros, como o financeiro. Está sendo de novo beneficiado em detrimento de setores como, por exemplo, da construção civil e do saneamento, que têm uma relação também direta com o fundo de garantia e com os investimentos que são feitos no fundo de garantia para esses dois setores". O dinheiro aplicado no FGTS pode ser usado em investimentos nas áreas de saneamento e habitação.

A decisão de alterar o cálculo da TR foi do CMN. "Se o Conselho Monetário Nacional tivesse a participação de representantes dos trabalhadores e dos empresários, outras visões a respeito da necessidade de mudança da política macroeconômica poderiam ser debatidas", disse.



 


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