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7 de Março de 2007 - 16h31 - Última modificação em 7 de Março de 2007 - 16h31


Para Lula, é preciso usar camisinha e deixar a hipocrisia de lado

Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

 
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Ricardo Stuckert/PR
Rio de Janeiro - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador do Rio, Sérgio Cabral, durante comemoração do Dia Internacional da Mulher e lançamento de medidas para combate à aids
Rio de Janeiro - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador do Rio, Sérgio Cabral, durante comemoração do Dia Internacional da Mulher e lançamento de medidas para combate à aids
Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu hoje (7) o uso de camisinha como forma de evitar a gravidez precoce e a disseminação da aids. Propôs também que se combata a “hipocrisia”.

“Nós deixamos de debater os temas de forma verdadeira, como têm que ser debatidos, por puro preconceito... ‘Ah, mas minha mãe não gosta, meu pai não gosta, a igreja não gosta, não sei quem não gosta’”, disse Lula no Rio de Janeiro, durante comemoração antecipada pelo Dia Internacional da Mulher (8 de março, amanhã).

Segundo o presidente, 30% das meninas entre 15 e 17 anos deixam a escola porque tiveram filhos. “Preservativo tem que ser doado e ensinado como usar. Sexo tem que ser feito e ensinado como fazer. Somente assim seremos um país livre da aids”.

“Na hora em que a gente trata esses assuntos com uma certa hipocrisia e não tem coragem de discutir os temas como eles são, o resultado é a gravidez precoce, a violência entre jovens, porque a gente não cuidou de ensinar”, completou Lula.

Ele afirmou que muitos temas referentes a relações sexuais não são debatidos por preconceito e sugeriu à ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Nilcéa Freire, que crie uma data para combater a hipocrisia.

“Sexo é uma coisa que quase todo mundo gosta e é uma necessidade orgânica, da espécie humana e da espécie animal. Como não temos controle disso, o que precisamos é educar no momento certo, enquanto se é criança”, declarou o presidente.
 
Lula disse que o governo federal está disposto a receber reivindicações do público feminino.



 


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