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São Paulo - Por ocasião da visita do presidente norte-americano, George
W. Bush, ao Brasil, a organização não-governamental (ONG) Greenpeace fez um
protesto hoje (8) no Monumento aos Bandeirantes em São Paulo, denunciando a
“falta de discussão” entre os dois países sobre a redução do aquecimento
global, como definiu a organização por comunicado. No protesto, batizado de Refugiados
Climáticos, cerca de 25 pessoas fantasiadas como animais subiram no monumento e
estenderam uma faixa escrita com a frase: “Etanol é pouco. Salvem o clima”.
“Queremos ouvir desses líderes (Lula e Bush)
suas propostas e compromissos para reduzirem a emissão de gases do efeito
estufa”, explicou Rebeca Lerer, coordenadora do protesto. Segundo ela, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Bush deveriam “aplicar soluções definitivas e contundentes para a
redução imediata das emissões de CO2 (dióxido de carbono) de seus países, ao
invés de apenas discutir acordos comerciais de etanol”.
De acordo com o Greenpeace, a expansão da produção
brasileira de etanol para abastecimento do mercado norte-americano é a pauta do
encontro entre os dois presidentes e pode se tornar “um vetor de desmatamento e
de outros problemas socioambientais”.
Atualmente, Brasil e Estados Unidos são os dois maiores
produtores de etanol do mundo, sendo responsáveis cada um por pouco mais de um terço
da produção mundial, que é de 45 bilhões de litros por ano. De acordo com o
comunicado da ONG, a produção brasileira de etanol corresponde a 40% do consumo
interno de combustíveis, enquanto a norte-americana corresponde a menos de 3%
do consumo interno de gasolina.
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