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8 de Março de 2007 - 21h01 -
Última modificação
em 8 de Março de 2007 - 21h01
Coronel da PM de São Paulo diz que policiais reagiram à agressão
Bruno Bocchini
Repórter da Agência Brasil
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Marcello Casal Jr/ABr
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São Paulo - Policiais reprimem manifestação na Avenida Paulista. Ato foi contra a visita do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e terminou com bombas de gás lacrimogênio e balas de borracha
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são Paulo - O coronel da Polícia Militar Aylton
Araújo Brandão, um dos três comandantes da ação que reprimiu protestos
na Avenida Paulista hoje (8), disse que as primeiras agressões vieram
dos manifestantes.
"Algumas pessoas que estavam no meio dos
manifestantes começaram a atirar pedras e a agredir os policiais que
faziam o isolamento, para que as pessoas não atravessassem a pista.
Neste momento, em razão da agressão sofrida, os PMs tiveram que agir,
visto que a ordem já estava quebrada. As pessoas estavam agredindo os
policiais. Nós temos imagens disso. Nem todas as pessoas que estavam
aqui, mas algumas, querendo bagunça, fizeram. Quebraram a ordem, e a
polícia restabeleceu essa ordem".
O estudante da Universidade de São Paulo, Fábio
Rogério Cassemiro, disse que quando a pesseata chegou em frente ao
Museu de Arte de São Paulo, a polícia começou a jogar gás lacrimogênio.
"O ar não tinha para onde ir e o
pessoal começou a desmaiar e a sair correndo para o fundo [do vão livre
abaixo do museu], mas não
tinham por onde sair."
A Ouvidoria da Polícia do estado de São Paulo abriu expediente para
questionar o comportamento da polícia. "Assim que temos notícia de alguma ação policial que resulte em
ferimento, abrimos um expediente e encaminhamos para a Corregedoria", explicou o ouvidor Antonio Funari Filho.
A manifestação contra o presidente dos Estados Unidos George W. Bush fechou parte de uma das vias da
Avenida Paulista. Ao se aproximar do Museu de Arte de São Paulo (Masp),
os dois lados da avenida começaram a ser ocupados pelo excesso de
pessoas. A Polícia Militar estima que seis mil pessoas estavam no
protesto, enquanto os organizadores falam em 20 mil pessoas.
Na parte da frente da manifestação estavam mulheres, muitas delas em
cadeiras de rodas. Os policiais se concentraram em uma rua
perpendicular à Avenida Paulista e, assim que a manifestação começou a
tomar o outro lado da avenida, impedindo a passagem de carros, teve
início a confusã. A polícia disparou bombas de gás lacrimonêgeo e balas
de borracha em direção às mulheres e sob a marquise do Masp, onde havia
aglomeração de pessoas. Algumas pessoas foram atingidas e levadas,
depois, para hospitais da região. Ainda não há estimativa do número de
feridos. A PM informa que nenhum policial foi ferido.
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