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8 de Março de 2007 - 13h12 - Última modificação em 8 de Março de 2007 - 18h20


Ativistas reunidos no Equador pedem fim das bases militares estrangeiras e denunciam EUA

Spensy Pimentel
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - No dia em que o presidente norte-americano, George W. Bush, chega ao Brasil para iniciar sua visita à América Latina, movimentos sociais de 40 países reunidos no Equador lançaram a declaração final da Conferencia Internacional pela Abolição das Bases Militares Estrangeiras. No caso da América Latina, as bases “estrangeiras” a que o nome se refere são, basicamente, norte-americanas.

“As bases militares estrangeiras e todas as outras infra-estruturas utilizadas para guerras de agressão violam os direitos humanos , oprimem os povos, particularmente os povos indígenas, os afrodescendentes, as mulheres, as crianças e destroem as comunidades e o meio ambiente”, afirmam os movimentos na declaração. O evento, iniciado na última segunda-feira (5), terminou hoje em Quito e Manta – cidade onde está instalada a maior base norte-americana na América do Sul.

Os ativistas reunidos no Equador denunciam: os Estados Unidos utilizam essas bases como apoio para suas intervenções militares ao redor do mundo. Isso, segundo a declaração, aconteceu nos ataques “ilegais” norte-americanos ao Iraque e ao Afeganistão. Agora, alerta o documento, o Irã pode ser o próximo. "Denunciamos a responsabilidade primordial dos Estados Unidos na proliferação das bases militares estrangeiras, assim como o papel da Otan [Organização do Tratado do Atlântico Norte], da União Européia e de outros países que mantêm ou abrigam essas bases."

“Exigimos o fim tanto da construção de novas bases como da ampliação das existentes”, segue o documento, que também exige compensações por danos sociais e ambientais causados pelas bases, além do fim dos privilégios dados aos militares estrangeiros ligados a essas estruturas.

A primeira ação da rede de organizações sociais formada no evento será “reforçar o compromisso” equatoriano, assumido pelo novo presidente do país, Rafael Correa, de não renovar o convênio com os Estados Unidos para uso da base de Manta, em 2009. “Comprometemo-nos a nos manter vigilantes para assegurar essa vitória.”

Mais informações sobre o evento em www.no-bases.org. Veja também "A Geopolítica do Cerco", especial da Agência Brasil sobre o tema publicado em 2006.


 


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