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Brasília - O vice-presidente da Comissão Nacional dos Trabalhadores do Amianto, Adilson Santana, criticou hoje (9) a decisão do governo do Estado do Rio de Janeiro de proibir o uso do amianto em obras públicas.
Para ele, esse tipo de medida mostra para a sociedade apenas uma “falsa segurança”, pois, segundo o dirigente, o amianto não causa problemas de saúde para quem não entra em contato direto com o pó do mineral.
Santana diz que atualmente também não há riscos para os trabalhadores em indústrias que utilizam o amianto. As empresas estariam adotanto um controle rígido para evitar problemas de saúde nos empregados.
“Nós defendemos que é possível trabalhar com esse bem mineral de forma responsável”, afirma o vice-presidente da comissão. “Cerca de 60% das casas brasileiras possuem caixas d’água feitas de amianto, isso é uma prova de que o produto não faz mal à saúde.”
O
amianto é um mineral utilizado em vários produtos comerciais como
telhas, caixas d’água, tubulações e produtos têxteis como luvas
especiais, mangueiras e forração de roupa. A inalação do pó do amianto
pode causar diversas doenças que variam de fibrose pulmonar aos
cânceres de pulmão, de aparelho digestivo e de laringe. Segundo o
Instituto Nacional do Câncer (INCA), cerca de 25 mil trabalhadores
brasileiros são expostos ao amianto nos vários segmentos da indústria e
da mineração.
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