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Brasília - Os setores de tecnologia e comunicação terão diminuição ou
isenção de tributos em 90 dias. A informação foi dada hoje (15) pelo ministro
do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, depois
de participar da abertura do Fórum do Conselho Nacional de Secretários
Estaduais para Assuntos de Ciência, Tecnologia (Consecti) e do Conselho
Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap).
Segundo Furlan, o setor será desonerado da participação no
Programa de Integração Social (PIS), da Contribuição para Financiamento da
Seguridade Social (Cofins), da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico
(Cide) incidente sobre os combustíveis, do Imposto Sobre Serviços e de encargos
trabalhistas. “Estamos considerando as pessoas que trabalham em casa, em
horários diferentes (não comercial)”, explicou.
De acordo com Furlan, a desoneração vai estimular a geração
de 100 mil empregos na área de ciência e tecnologia em quatro anos e o aumento
das exportações de serviços de US$ 1 bilhão previsto para este ano para US$ 5
bilhões, em 2010.
Segundo o ministro, esse pacote não foi incluído no Programa
de Aceleração do Crescimento (PAC) porque é específico para o setor de
serviços. “O PAC era menos sobre a área de serviços. O PAC está olhando para
infra-estrutura”, disse.
O ministro disse que o objetivo do governo com a desoneração
é dar competitividade ao Brasil no setor. “Não há ainda uma decisão, mas há uma
interrelação do setor privado e o governo no sentido de colocar o Brasil em
condições de competir com o que é oferecido por outros países, inclusive com
Argentina e Uruguai, que estão atraindo empresas deste setor”, disse.
Furlan afirmou que o fato de estar deixando o governo não
interfere na conclusão do pacote. “As iniciativas não dependem diretamente de
pessoas. Essa tese foi abraçada pelos ministérios. E agora é questão de tempo e
detalhes”, argumentou.
O ministro disse ainda que ganhou experiência ao deixar a
iniciativa privada ao participar do governo. “É bom sempre mudar de
lado do balcão. Eu mudei de lado nos últimos quatro anos. Eu sei as
dificuldades do setor publico”, admitiu.
O ministro garantiu que não haverá falta de recursos para
investimento em ciência e tecnologia no país. “Há uma compreensão das mais
altas autoridades do país que esse é o momento (de investir)”.
“Aprendi ao longo dos anos a fazer uma análise prática e
conclusiva de que prioridade não é onde vai o discurso. Prioridade é onde vai o
recurso financeiro e humano’, afirmou.
Furlan anunciou ainda que até o final do ano será
implementado experimentalmente um sistema de acompanhamento das exportações do
setor de serviço. “Hoje esse trabalho é feito pelo Banco Central, sem que haja
uma visibilidade maior dos setores. Com a mudança, será muito mais fácil adotar
políticas de estímulo ao setor que está em crescimento”.
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