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19 de Março de 2007 - 20h34 -
Última modificação
em 19 de Março de 2007 - 21h03
Participação de jovens em cargos eletivos aumenta, mas ainda é baixa, mostra pesquisa
Bárbara Lobato
Da Agência Brasil
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Marcello Casal Jr./ABr
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Brasília - O presidente da Confederação Nacional dos Jovens Empresários (Conaje), Doreni Caramori Júnior, fala sobre a pesquisa divulgada hoje (19) sobre participação dos jovens no poder legislativo
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Brasília - A participação de políticos com idade entre 18 e 34 anos - eleitos para cargos de vereador, deputados estaduais e federais - tenha aumentado 3% entre agosto de 2006 (final da legislatura 2002-2006) e início de 2007 (início da legislatura 2007-2010), a Confederação Nacional dos Jovens Empresários (Conaje) avalia que a presença de jovens na política ainda é baixa.
Segundo a pesquisa Participação dos Jovens no Poder Legislativo, divulgada hoje (19) pela entidade, nas assembléias legislativas, dos 1.059 eleitos no ano passado para deputado estadual em todo o país, cerca de 11% têm entre 18 e 34 anos. Na Câmara dos Deputados, o estudo mostra que, dentre os 513 parlamentares da nova legislatura, 38 estão nessa faixa etária. Desses, cinco são mulheres.
“Há uma dificuldade de acesso dos jovens a política, principalmente na esfera federal", comenta presidente da Conaje, Doreni Caramori. "Falta estímulo do governo para esse tipo de candidatura, principalmente porque não há financiamento público para as campanhas, o que obriga os jovens a recorrerem ao setor privado".
Ele diz que, além da questão do financiamento, o processo político para o ingresso em um partido ainda é "muito burocrático", outro fator que dificulta o interesse dessa parcela da população pelas candidaturas. Caramori acrescenta que falta interação dos jovens com questões sociais e coletivas, como o debate sobre a reforma trabalhista e previdenciária, por exemplo.
Eleito em 2006 com mais de 51 mil votos, o deputado federal Filipe Pereira (PSC-RJ), é um dos representantes mais jovens hoje na Câmara. Aos 23 anos, ele conta que a curiosidade para a política surgiu ainda na adolescência, quando ingressou no movimento estudantil.
Pereira diz que também participou de campanhas como cabo eleitoral e de passeatas no Rio de Janeiro até se candidatar ao cargo que ocupa atualmente. “Apesar da pouca idade, acredito que as idéias e os anseios com certeza são consistentes e maduros o suficiente para desempenhar um bom mandato”.
A pesquisa do Conaje também mostra que existem diferenças, no país, na participação política de jovens. Por regiões, o Nordeste aparece em primeiro lugar, com 12,61% de políticos com idade entre 18 e 34 anos. Em segundo lugar está o Centro-Oeste (11,5%), seguido pelo Norte (10,81%), Sul (10,67%) e Sudeste (9,23%).
Segundo o presidente da Conaje, nos estados do Norte e Nordeste, 22 dos 38 deputados federais têm menos de 34 anos. “Nesses locais, observamos que está havendo uma renovação maior na política", diz. "Um jovem que viveu o processo democrático das Diretas Já [nome pelo qual ficou conhecida a campanha nacional pelo voto direto no país, em 1984, a partir da emenda apresentada pelo então deputado Dante de Oliveira] já se interessa mais por isso, por exemplo”.
Quando o estudo faz a comparação entre os estados, Alagoas é o primeiro do ranking, com 26% de jovens políticos. Em seguida está Rondônia (20,8%) e Goiás (17,7%).
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determina que, para ser candidato, é preciso ter mais de 18 anos, estar em dia com as obrigações eleitorais e se filiar em algum partido político pelo menos um ano antes de se candidatar. No entanto, segundo a legislação brasileira, existem variações de idade para concorrer a cargos no Senado Federal, na Câmara dos Deputados, nas assembléias estaduais e nas câmaras municipais.
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