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Brasília - A Câmara dos Deputados inicia a semana com a pauta de votações
trancada por 12 medidas provisórias, entre elas as que compõem o
Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Todas as 12 MPs trancam a
pauta a partir de hoje (19), já que o prazo de votação delas começou a
contar com o início dos trabalhos do Congresso Nacional, no dia 2 de
fevereiro.
Não há uma ordem de votação das medidas. Elas podem
ser apreciadas na medida em que houver acordo sobre cada uma. No
entanto, nenhuma outra matéria poderá ser votada antes da deliberação
dessas MPs. Além das oito MPs que integram o PAC, estará
trancando a pauta a MP 339 que regulamenta o Fundo de Manutenção da
Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação
(Fundeb). Essa MP deve provocar muitas discussões entre aliados e
oposicionistas. Ela recebeu 230 emendas propondo alterações e foi
debatida na Comissão de Educação e Cultura por ministros, governadores
e representantes da sociedade civil ligados ao setor da educação. Outra
MP que tranca a pauta é a 340, que reajusta os valores da tabela do
Imposto de Renda de Pessoa Física para os anos de 2007 a 2010, em 4,5 %
a cada ano. A MP também altera outros dispositivos da legislação
tributária. A maioria das MPs que trancam a pauta trata do PAC. Elas
devem merecer muitos debates em plenário. Ao todo, essas matérias
receberam mais de 700 emendas visando a modificar vários de seus
dispositivos. Além das MPs que trancam a pauta, o governo também
deve enfrentar nesta semana as dificuldades criadas pela oposição para
pressionar pela instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI)
que investigaria os problemas ocorridos no fim do ano passado na
aviação civil do país, o chamado "apagão aéreo". O presidente da
Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), deve prestar, no início
desta semana, os esclarecimentos solicitados pelo ministro Celso de
Mello, do Supremo Tribunal Federal, para que ele defina sobre a
instalação da CPI.
Amanhã (20), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da
Casa deve apreciar o parecer do deputado Colbert Martins (PMDB-BA)
contrário à criação da CPI.
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