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Rio de Janeiro - Trabalhadores da
Companhia Brasileira de Petróleo Ipiranga realizaram duas
manifestações nesta terça-feira (20), em frente
à da empresa, em São Cristóvão, no Rio de
Janeiro. Os funcionários cobravam transparência durante
a transição da companhia vendida para o consórcio
formado pela Petrobras, Braskem e Grupo Ultra.
Segundo o presidente do
Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Minérios e
Derivados de Petróleo, Sérgio Vieira, a grande
preocupação dos mais de 800 funcionários da sede
da Ipiranga no Rio de Janeiro é com a possível demissão
em massa nos próximos meses.
"No desfecho da
compra da Ipiranga, a empresa foi loteada em três empresas, em
três grandes partes. A primeira parte coube ao Grupo Ultrapar,
que vai deter os negócios de distribuição de
combustíveis localizados na Região Sudeste. Ocorre que
a sede da Ipiranga no Rio de Janeiro administrava todos os negócios
da companhia, por todo o país, e como a Ultrapar só vai
ficar com a Região Sudeste, com certeza ela vai demitir muitos
funcionários. Essa é a nossa preocupação",
explicou.
Segundo Sérgio
Vieira, um ofício foi enviado à Ipiranga reivindicando
um encontro entre os trabalhadores e a direção da
empresa ainda nesta semana, para obter mais detalhes do processo de
venda da companhia e sobre o emprego dos funcionários.
De acordo com a
assessoria de imprensa do Grupo Ultra, não há motivos
em mudar o centro de decisões da antiga empresa Ipiranga do
Rio de Janeiro e nem a intenção de demitir nenhum dos
800 trabalhadores da sede da Ipiranga.
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