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Foz do Iguaçu (PR) - O Brasil precisa
ampliar a cobrança voluntária sobre o uso da água,
defendeu a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, hoje (22). Ela
participou do lançamento da campanha SOS H2O, em encontro
promovido pela Organização das Nações
Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) no Dia
Mundial da Água.
“A água deve ser de livre
acesso para a população de baixa renda”, defendeu
Marina. “Agora, para os usuários que fazem dela um insumo
[para alguma atividade econômica], tem que haver a
cobrança voluntária pelo uso.”
A ministra disse que a
cobrança é um processo educativo e contribui para a
preservação ambiental. “Arrecadamos
mais de R$ 30 milhões no ano passado. Quando isso for viável
em todas as bacias, teremos recursos para recuperá-las e
implementar políticas que fortaleçam os comitês
gestores.” Ela chegou acompanhada do presidente da Câmara dos
Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), e recebeu dos participantes a
“Carta dos Princípios Cooperativos pela Água”.
Marina
Silva afirmou que a sociedade está participando da gestão
das águas pelos comitês e agências de bacias, e
que alguns deles estão muito organizados.
Ela
apontou, entre os desafios na área, a recuperação
da Bacia do São Francisco, lembrando que há no
Congresso uma proposta de emenda à Constituição
que trata da revitalização da bacia. “Se for
aprovada, ela pode garantir R$ 300 milhões a R$ 400 milhões
por ano”, comentou.
Marina
disse que o Brasil é abençoado com 11% da água
doce do planeta, mas ainda assim vulnerável. Exemplificou com
a situação do Semi-Árido, “onde cerca de 13
milhões de brasileiros têm problemas em relação
ao abastecimento”.
No
discurso foram lembradas a Lei das Águas e o Plano Nacional de
Recursos Hídricos: “Estamos dizendo para a sociedade que
precisamos nos esforçar para preservar e recuperar nossos
recursos hídricos”.
A
ministra do Meio Ambiente abriu sua fala com uma citação
bíblica, que diz que no início (dos tempos) o espírito
de Deus pairava sobre as águas.
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