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24 de Março de 2007 - 10h41 - Última modificação em 24 de Março de 2007 - 18h15


Brasil é um dos maiores fabricantes de armas de pequeno porte do mundo

Vítor Abdala
Repórter da Agência Brasil

 
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Multimídia/ABr
Infografia - A indústria bélica brasileira produziu nos últimos cinco anos mais armas do que arrecadou durante a Campanha do Desarmamento. No período, foram produzidas 2,3 milhões de armas, das quais 530 mil foram para o mercado nacional. Na campanha, foram arrecadadas 464 mil armas
Infografia - A indústria bélica brasileira produziu nos últimos cinco anos mais armas do que arrecadou durante a Campanha do Desarmamento. No período, foram produzidas 2,3 milhões de armas, das quais 530 mil foram para o mercado nacional. Na campanha, foram arrecadadas 464 mil armas
Rio de Janeiro - O grupo de pesquisas Small Arms Survey, do Instituto de Estudos Internacionais de Genebra (Suíça) coloca o Brasil como um dos maiores fabricantes de armas de pequeno porte do mundo, ao lado de países como China, Rússia, Alemanha, Bélgica e Estados Unidos. Em cinco anos, o Brasil produziu uma quantidade de armas cinco vezes superior àquela recolhida durante a campanha do Desarmamento, realizada pelo Ministério da Justiça entre 2004 e 2005. Dados obtidos com exclusividade pela Agência Brasil com o Exército mostram que a indústria bélica brasileira produziu 2,3 milhões de armas, das quais 1,7 milhão foram exportadas e 531 mil colocadas no mercado nacional.

Nesta série de reportagem, a Agência Brasil traça um panorama das chamadas armas pequenas e leves fabricadas no país, passando pelos problemas na fiscalização da indústria bélica brasileira, pelo peso do segmento na economia, pela participação brasileira no mercado internacional, pelo interesse de empresas estrangeiras no país e pelas mortes causadas pelas armas de fogo no Brasil

A Agência Brasil utilizou dados de levantamentos e órgãos governamentais, além de entrevistar especialistas na área. A reportagem entrou em contato com as três principais empresas fabricantes de armas no país para que elas também participassem do debate, mas não recebeu respostas. Apenas a empresa austríaca Glock, uma das maiores fabricantes de armas no mundo, sem fábricas no Brasil, falou com a reportagem.

A estatal Indústria de Material Bélico (Imbel) enviou uma nota, através da assessoria de imprensa do Exército, sem detalhar seus negócios e informando que sua diretoria não pretendia dar entrevistas. A gaúcha Taurus respondeu que preferia não participar da reportagem. A CBC, fabricante de armas e munições, chegou a designar um membro do conselho administrativo que entraria em contato com o repórter, mas após uma semana de espera a Agência Brasil ainda não havia recebido o retorno.


 


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