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Brasília - O Brasil e o Uruguai estabeleceram hoje (26) as
bases que guiarão as negociações do acordo que
deve ampliar o comércio de veículos e autopeças
entre os dois países. Por meio de um memorando de
entendimento, assinado nesta manhã, em Montevidéu,
capital do Uruguai, os dois governos se comprometem a iniciar em
julho as discussões em torno da Política Automotiva do
Mercosul (PAM), que substituirá o atual Acordo Automotivo
Bilateral Brasil–Uruguai.
Segundo o documento firmado hoje, o debate sobre o
comércio automotivo vai durar até 30 de junho de 2008,
quando os dois países deverão chegar a um consenso.
Enquanto isso, o Brasil vai exportar para o Uruguai até 6,5
mil veículos comerciais leves por ano, sem tarifas extras. Da
mesma forma, os brasileiros poderão comprar até 20 mil
automóveis leves por ano sem pagar imposto de importação.
Em relação aos veículos
blindados, o Brasil poderá importar até 2 mil unidades
por ano com alíquota zero. Para os veículos utilitários
e caminhões, a cota é de 2,5 mil unidades anuais. Já
os ônibus e as máquinas agrícolas passarão
a ser comercializados livremente entre os dois países.
A cada dois meses, a partir de julho, um comitê
bilateral monitorará a compra e venda de veículos entre
Brasil e Uruguai e revisará o acordo. O objetivo será
manter o equilíbrio comercial entre os dois países.
Caso seja detectada a necessidade de medidas de compensação,
as exportações brasileiras poderão ser limitadas
a partir do segundo semestre de 2008.
Do lado brasileiro, as negociações
foram chefiadas pelo secretário do Desenvolvimento da Produção
do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior (Mdic), Antonio Sérgio Martins Mello. Segundo o
ministério, o memorando assinado hoje representa uma transição
para o PAM, que pretende instituir o livre comércio de
veículos no Mercosul.
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