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27 de Março de 2007 - 18h22 - Última modificação em 27 de Março de 2007 - 18h22


Novo ministro da Agricultura promete olhar para os pequenos produtores rurais

Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil

 
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Fabio Pozzebom/ABr
Brasília - O novo ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, discursa durante a cerimônia em que o ex-ministro Luís Carlos Guedes Pinto lhe transmitiu o cargo Brasília - O novo ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, discursa durante a cerimônia em que o ex-ministro Luís Carlos Guedes Pinto lhe transmitiu o cargo
Brasília - O novo ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, prometeu hoje (27), ao receber o cargo do ex-ministro Luis Carlos Guedes Pinto, defender os interesses do setor agrícola olhando especialmente para os pequenos produtores. E destacou como prioridades a defesa sanitária, a proteção do meio ambiente e os financiamentos rurais.


“Devo procurar a conciliação e a harmonia, mas, se necessário, tomar decisões mesmo que contrariem os interesses de determinados segmentos”, afirmou o ministro. Stephanes ressaltou que seguirá a recomendação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de olhar para os pequenos produtores e por aqueles que mais precisam do governo.

O novo ministro da Agricultura agradeceu a atuação do ex-dirigente da pasta e reconheceu que está assumindo o ministério em um momento bom da agricultura, com uma boa safra. “Mas também sei que após as dificuldades das últimas seis safras, uma safra não é suficiente para recuperar o setor, mas já é um bom começo”, disse Stephanes, garantindo que irá dirigir o ministério com um plano estratégico e com propostas de aperfeiçoamento da política agrícola.

A atuação do Brasil na produção de biocombustíveis foi um dos temas tratados pelo ministro. Segundo ele, o país tem uma grande perspectiva nesta área, pois domina a tecnologia e tem a área para produzir. “Tudo isso tem que ser feito com muito cuidado, com um plano estratégico e compatibilizando com a questão do meio ambiente”, alertou o ministro.

Em relação à produção dos transgênicos, Stephanes reafirmou que existe uma política de governo sobre a questão e que a função do ministro é cumprir o que é determinado na legislação.

Reinhold Stephanes reconheceu que a área de defesa sanitária precisa ser reforçada, necessita de mais recursos e mais atenção à questão das fronteiras. “Nós ainda temos o problema de febre aftosa do lado da Bolívia, do Paraguai, e aí temos que procurar uma ação conjunta para evitar que isso acabe contaminando o Brasil”, declarou.

Reinhold Stephanes é economista, tem 67 anos, e já foi presidente do extinto Instituto Nacional de Previdência Social e ministro da Previdência por três vezes. Também foi eleito seis vezes deputado federal pelo estado do Paraná.



 


 


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