Fabio Pozzebom/ABr
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Brasília - O novo ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, discursa durante a cerimônia em que o ex-ministro Luís Carlos Guedes Pinto lhe transmitiu o cargo
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Brasília - O novo ministro da Agricultura, Reinhold
Stephanes, prometeu hoje (27), ao receber o cargo do ex-ministro Luis
Carlos Guedes Pinto, defender os interesses do setor agrícola
olhando especialmente para os pequenos produtores. E destacou como
prioridades a defesa sanitária, a proteção do
meio ambiente e os financiamentos rurais.
“Devo procurar a conciliação e a
harmonia, mas, se necessário, tomar decisões mesmo que
contrariem os interesses de determinados segmentos”, afirmou o
ministro. Stephanes ressaltou que seguirá a recomendação
do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de olhar para os
pequenos produtores e por aqueles que mais precisam do governo.
O novo ministro da Agricultura
agradeceu a atuação do ex-dirigente da pasta e
reconheceu que está assumindo o ministério em um
momento bom da agricultura, com uma boa safra. “Mas também
sei que após as dificuldades das últimas seis safras,
uma safra não é suficiente para recuperar o setor, mas
já é um bom começo”, disse Stephanes,
garantindo que irá dirigir o ministério com um plano
estratégico e com propostas de aperfeiçoamento da
política agrícola.
A atuação do Brasil na
produção de biocombustíveis foi um dos temas
tratados pelo ministro. Segundo ele, o país tem uma grande
perspectiva nesta área, pois domina a tecnologia e tem a área
para produzir. “Tudo isso tem que ser feito com muito cuidado, com
um plano estratégico e compatibilizando com a questão
do meio ambiente”, alertou o ministro.
Em relação à
produção dos transgênicos, Stephanes reafirmou
que existe uma política de governo sobre a questão e
que a função do ministro é cumprir o que é
determinado na legislação.
Reinhold Stephanes reconheceu que a
área de defesa sanitária precisa ser reforçada,
necessita de mais recursos e mais atenção à
questão das fronteiras. “Nós ainda temos o problema
de febre aftosa do lado da Bolívia, do Paraguai, e aí
temos que procurar uma ação conjunta para evitar que
isso acabe contaminando o Brasil”, declarou.
Reinhold Stephanes é
economista, tem 67 anos, e já foi presidente do extinto
Instituto Nacional de Previdência Social e ministro da
Previdência por três vezes. Também foi eleito seis
vezes deputado federal pelo estado do Paraná.