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Brasília - O Ministério da
Educação promoveu durante a semana, em Brasília,
um curso de formação voltado para melhorar o ensino
para portadores de necessidades especiais. Um dos objetivos foi
incentivar a prática de colocar na mesma sala de aula crianças
com e sem deficiência, que está prevista no programa
Educação Inclusiva: Direito à Diversidade, da
Secretaria de Educação Especial (Seesp).
A coordenadora geral do
curso e professora da Faculdade de Educação da
Universidade de Campinas (Unicamp), Maria Teresa Mantoan, afirma que
vê esse programa “como fundamental, porque mostra, a partir
do que é próprio do ensino especial, a possibilidade
que uma mudança nessa modalidade de ensino, uma mudança
no olhar sobre a deficiência, o quanto nós podemos
transformar a escola comum”.
Segundo a coordenadora
de Articulação da Política de Inclusão da
Seesp, Denise Alves, o objetivo do evento “é apoiar a
implementação da educação inclusiva nos
municípios brasileiros”. A forma de tornar isso realidade é
a formação de multiplicadores, que deverão
capacitar professores de todas as cidades do Brasil para o
atendimento especializado a alunos com necessidades especiais em
salas de aula regulares.
O treinamento é feito com
aulas sobre deficiência mental, física, auditiva e
visual, sobre o atendimento especializado e o ambiente de educação
à distância que será usado nas outras etapas do
projeto.
“Acho que é sempre importante investir na
formação, e o professorado demanda isso sempre. É
um direito do educando estar na escola e é um direito do
educador ter formação para dar conta de viabilizar uma
educação de boa qualidade para todos”, diz uma das
professoras do curso, Elizabet Dias de Sá, do Centro de Apoio
Pedagógico às Pessoas com Deficiência Visual de
Belo Horizonte (MG).
O Curso de Formação de
Tutores para Atendimento Educacional Especializado terminou na
sexta-feira (30), em Brasília.
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