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2 de Abril de 2007 - 19h44 - Última modificação em 2 de Abril de 2007 - 20h13


Pesquisa traça mapa sobre a educação e seus efeitos na vida do brasileiro

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - O Distrito Federal é, entre as 27 unidades da federação, a que apresenta a melhor média de freqüência escolar do país, seguido de São Paulo. Em Brasília, onde se verificam as melhores notas do Exame Nacional do Ensino Médio(Enem), 79% dos jovens entre 15 a 17 anos de idade acusam mais de quatro horas diárias de freqüência escolar; logo em seguida vem São Paulo, com 59% acima desta faixa. O Rio ocupa a quinta colocação, com 51%. É o Rio de Janeiro, no entanto, que lidera o ranking de freqüência com 88% dos jovens na faixa de 15 aos 18 anos matriculados em escolas públicas ou privadas.

Os dados fazem parte da pesquisa “Equidade e Eficiência na Educação: Motivações e Metas”, que o Centro de Políticas Sociais do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV) apresenta amanhã (3), no Rio.

A pesquisa, feita a partir de analises de microdados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem como objetivo subsidiar a iniciativa do “PAC Educacional” de dar prioridade à educação básica em detrimento do ensino superior.

Em entrevista à Agência Brasil, o professor Marcelo Néri, chefe do Centro de Políticas Sociais da FGV, adiantou alguns pontos da pesquisa e admitiu que o “PAC Educacional” está na direção certa.

“A pesquisa mostra, de forma clara, que embora não seja a única, a melhor política de emprego ainda é a educação. Neste ponto constatamos com base nos microdados do IBGE, que o PAC Educacional está na direção certa, ao enfatizar mais o ensino básico e menos o ensino superior público. É uma política que se revela adequada do ponto de vista de combate à pobreza", disse o professor.

O estudo, inédito no país, de acordo com Néri, procura mostrar de que forma a educação transforma a vida das pessoas, sejam elas pobres, de classe média ou da elite. "Esta transformação é evidente, seja ela do ponto de vista da empregabilidade, do valor do salário e mesmo sobre os efeitos da saúde do cidadão”, afirmou.

A pesquisa também procura olhar a questão da educação do ponto de vista dos seus principais protagonistas: os jovens estudantes e seus pais.

“Quando se procura olhar em detalhe as razões da evasão escolar pode-se constatar, por exemplo, que 8% dos jovens de 15 a 17 anos estão fora da escola por vontade própria - isto exatamente em uma faixa etária mais problemática do ponto de vista da violência e do desemprego, pois estão aí todos os dias nos jornais verdadeiras tragédias brasileiras envolvendo jovens que deveriam estar na escola; outros 4,1% o estão por terem que trabalhar e ajudar no sustento da família; e apenas 2% alegaram razões de oferta de vagas ou dificuldades de aceso às salas de aula”, constata Néri.

Pesquisa 1

 


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