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3 de Abril de 2007 - 16h05 - Última modificação em 3 de Abril de 2007 - 16h07


Desinteresse, emprego e falta de transporte tiram 20% dos jovens da escola

Aline Beckstein
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - Um em cada cinco jovens com idade entre 15 e 17 anos não freqüenta a sala de aula, segundo pesquisa feita pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Os principais motivos alegados pelos jovens que estão fora da escola são desinteresse (42%), atividade profissional ou doméstica que impede o estudo (21%) e falta de transporte (10%).

O resultado da pesquisa é uma mensagem clara aos governos, na opinião do coordenador da pesquisa, Marcelo Nery. "O atual modelo de escola não vem despertando interesse suficiente", afirma. "É necessário que se crie uma escola revolucionária. Eu não sou um especialista em educação, mas acredito que uma política educacional de inclusão digital seria muito importante para atrair esses jovens", avaliou.

Nery destacou ainda a necessidade de um conteúdo pedagógico "mais identificado com a realidade dos jovens e também mais eficiente do ponto de vista do mercado de trabalho, com ênfase nas escolas técnicas. Além da promoção de uma maior conscientização de pais e gestores públicos sobre a importância da educação”.

Rondônia é o estado com a maior taxa de jovens que não querem estudar por desinteresse, com 13,75%. Já o Acre se destaca por apresentar os mais altos índices dos que não estudam por falta de escolas acessíveis, 4,99%, e dos que têm que trabalhar, 7,88%.

Entre os jovens de 15 a 17 anos, os que têm maior jornada na escola são os de Brasília, com uma média de 4,8 horas por dia. Já o estado Santa Catarina, segundo Nery, “surpreendeu negativamente”, ocupando o último lugar entre as unidades da federação, com 3,1 horas. “Isso pode ter a ver com uma tradição maior desses jovens exercerem atividades rurais”, avaliou.

O Rio de Janeiro ocupa o primeiro lugar do ranking nessa faixa etária para os índices de matrícula, e Pernambuco, o último. Já no quesito presença, os mais assíduos são os alunos do Amazonas e os menos, do Maranhão. A pesquisa foi feita com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

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