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5 de Abril de 2007 - 16h25 - Última modificação em 5 de Abril de 2007 - 17h34


Governo paulista e Caixa Econômica monitoram ocupação de sem-teto em Itapecerica da Serra

Gabriel Corrêa e Paulo Montoia
Da Agência Brasil

 
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São Paulo - A situação das cerca de 4,5 mil famílias sem-teto que estão acampadas em um terreno privado na cidade de Itapecerica da Serra, Grande São Paulo, será monitorada pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), do governo paulista, e pela Caixa Econômica Federal (CEF).

A decisão foi tomada ontem (4), em reunião entre as partes envolvidas. Segundo o coordenador estadual do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), entidade que representa as famílias na área, Guilherme Boulos, os dois órgãos se comprometeram a ajudar a viabilizar recursos para aquisição do terreno e construção de moradias.

A assessoria de imprensa da CDHU informou estar inteirada apenas do compromisso da secretaria estadual da Habitação de acompanhar e tentar viabilizar uma solução para as famílias. A assessoria afirmou, ainda, que a CDHU habitualmente faz construções em terrenos cedidos pelas prefeituras. Mas na reunião de ontem, a prefeitura de Itapecerica da Serra não enviou representante.

Participaram do encontro representantes da empresa proprietária do terreno, do MTST, da Igreja Católica e da CEF. Por parte do governo paulista estava o secretário adjunto da Habitação, Ulrich Hoffmann.

Ele já havia se prontificado a acompanhar o caso, depois de ter recebido sete representantes das famílias acampadas. O compromisso foi feito no dia 30 de março, em audiência no Palácio dos Bandeirantes, depois que os sem-teto seguiram em passeata do terreno até a sede de governo para pedir uma solução.

O terreno, ocupado em 16 de março, tem cerca de um milhão de metros quadrados. Dois dias após a ocupação, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) concedeu a reintegração de posse em caráter liminar. A decisão ainda não foi cumprida. Mesmo que o terreno seja disponibilizado de alguma maneira, será necessário encontrar outro lugar para abrigar as famílias até que os imóveis sejam construídos.

Hoje (5), representantes das famílias foram solicitar ao prefeito de Itapecerica da Serra, Jorge Costa (PMDB), que o governo providencie um terreno para abrigar os sem-teto.

Segundo um dos coordenadores da ocupação, Marco Fernandes, o número de ocupantes varia de 8 a 10 mil, devido à entrada e saída de pessoas do terreno. No início da ocupação, os registros apontavam mil famílias acampadas.

 



 


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