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9 de Abril de 2007 - 17h01 - Última modificação em 9 de Abril de 2007 - 19h03


Impasse sobre prédio em São Paulo gera disputa entre sem-teto e polícia

Marli Moreira
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - O impasse sobre a utilização do Edifício São Vito, no centro da capital paulista, gerou protesto e tumulto. Um grupo de cerca de 400 famílias ocupou o edifício, por volta da zero hora de hoje (9), para exigir o direito à moradia no local.

Há cerca de quatro anos, na gestão da prefeita Marta Suplicy (PT), o prédio foi desapropriado e as famílias que viviam no local receberam indenização e uma bolsa-aluguel. Mas o prédio não foi reformado até o final da gestão. O atual prefeito, Gilberto Kassab, (DEM) estuda a possibilidade de implosão do prédio. Segundo a assessoria de imprensa da Subprefeitura da Sé, ainda não há definição sobre o destino do Edifício São Vito. Isso deve ocorrer junto com a elaboração de um plano de revitalização do Parque Dom Pedro.

A Polícia Militar e a Guarda Metropolitana foram acionadas para a desocupação do imóvel. Houve confronto, segundo Osmar Silva Borges, coordenador da Frente de Luta Por Moradia. Borges afirma que houve pânico entre os manifestantes por causa do uso de bomba de efeito moral. "Nós consideramos truculenta essa ação", queixou-se. Procurada pela Agência Brasil, a Polícia Militar não se pronunciou até a publicação desta matéria.

No meio da confusão, segundo Borges, uma mulher teria jogado uma criança do primeiro andar para as mãos de quem já estava no térreo. Ele informou que ninguém se machucou com gravidade, apenas alguns vidros estilhaçados chegaram a ferir de leve o rosto das pessoas. Não foi registrado nenhum boletim de ocorrência.

Elas vinham recebendo uma bolsa aluguel no valor de R$ 350 por meio de contratos realizados ainda na gestão da ex-prefeita Marta Suplicy. Como a atual administração não renovou esses contratos e nem definiu a destinação do prédio, os sem-teto resolveram pela ocupação. O local é uma edificação com 27 andares e está abandonado. Não possui água ou luz.

Borges informou ainda que os líderes da frente, que atuam em cinco regiões da capital paulista, reunindo 12 movimentos pelo direito à moradia, vão realizar uma caravana no dia 20, rumo a Brasília, para pedir ao governo federal o aumento de recursos par aa construção de casas populares.

 


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