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13 de Abril de 2007 - 07h07 - Última modificação em 13 de Abril de 2007 - 15h23


Segurança motivou migração do BB e da Caixa Econômica para o software livre

André Deak*
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Wilson Dias/ABr
Porto Alegre - Participantes do 8º Fórum Internacional Software Livre (FISL) em frente ao pinguim, símbolo do sistema operacional Linux.
Porto Alegre - Participantes do 8º Fórum Internacional Software Livre (FISL) em frente ao pinguim, símbolo do sistema operacional Linux.
Porto Alegre - A economia de cerca de R$ 50 milhões que o Banco do Brasil (BB) teve desde 2000, quando iniciou a implantação de softwares livres em seus sistemas, não foi um fator determinante para a escolha dessa tecnologia. Segundo o gerente do Núcleo de Software Livre do BB, Vilson Carlos Pastro, "trata-se da melhor solução do mercado para as necessidades do banco".

Pastro explica que a economia é mais um dos resultados da implantação dos programas de código aberto, mas não é o principal. Pode parecer estranho que evitar o gasto de R$ 50 milhões não seja uma boa razão para a mudança, mas o gerente explica: "Para um banco, é importante, vital, ter segurança. Imagine se o sistema do Banco do Brasil fica fora do ar por um dia, qual o tamanho do prejuízo. E qual seria a desconfiança dos investidores". Além disso, informa, "o orçamento anual para Tecnologia de Informação do BB é de R$ 1 bilhão. Se precisássemos, gastaríamos muito para ter tranqüilidade". E completa: "O uso do software livre não é ideológico para nós".

Outro banco que optou pelo software livre desde 2003, quando iniciou a migração - e que economizou R$ 60 milhões por isso - foi a Caixa Econômica Federal (CEF). A vice-presidente de tecnologia da CEF, Clarice Copete, diz que "se não tivesse um custo-benefício alto, niguém escolhia o software livre". De 65 mil terminais internos de atendimento, o banco migrou 45 mil deles para programas de código aberto.

Como a Caixa foi pioneira no desenvolvimento de um sistema que une apostas lotérias e serviços bancários, o programa se tornou alvo de interesse internacional, especialmente por conta da segurança contra fraudes. "Chile, Panamá, República Dominicana, Israel e Índia já vieram nos visitar para conhecer o sistema", conta.

Uma questão que por algum tempo atrasou a opção de transferir para os programas livres os sistemas dos dois bancos foi a facilidade de se conseguir suporte técnico. Pastro, do BB, lembra que "em 2001 tínhamos essa sombra. Mas agora já existe muito suporte especializado - e jamais faríamos a mudança sem segurança de que teríamos esse suporte". Na Caixa, Copete conta que, atualmente, o preço por hora que pagam pelo suporte técnico em sistemas antigos é até maior, em alguns casos, do que para os novos sistemas em software livre.

Os dois bancos montaram estandes no Fórum Internacional Software Livre (FISL) para mostrar suas experiências. O FISL começou nessa quinta-feira (12) e termina amanhã (14). O encontro reúne os principais profissionais brasileiros e muitos estrangeiros que trabalham no setor de programação com softwares livres.


*A equipe de reportagem viajou a convite da Casa Civil da Presidência da República


 


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