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12 de Abril de 2007 - 06h50 -
Última modificação
em 13 de Abril de 2007 - 13h08
Tecnologia brasileira de software livre pode ter mesma importância do biodiesel, diz coordenador de fórum
André Deak
Enviado especial*
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Wilson Dias/ABr
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Porto Alegre - Primeiro dia do Fórum Internacional Software Livre (FISL), que reúne na capital gaúcha, até sábado (13), os principais profissionais e empresas desse setor no mundo
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Porto Alegre - O Brasil teria atualmente, na opinião de um dos
organizadores do Fórum Internacional Software Livre (FISL), Mário Teza, muitos dos
melhores técnicos do mundo no setor, o que poderia tornar o país uma potência tecnológica nos próximos anos. "Na questão do software livre, o Brasil já fez um reposicionamento mundial. Hoje, a nossa indústria de tecnologia tem o mesmo potencial que o biodiesel no futuro, em seus respectivos setores", avalia.
Teza explica que os programas de código aberto se
desenvolveram bastante no Brasil, mas as empresas ainda não são
capazes de absorver esses mecanismos. "Há uma fuga de cérebros", afirma, mostrando, por
exemplo, o estande da Google montado no FISL. A empresa seleciona no
estande profissionais brasileiros para trabalhar com essa tecnologia.
"Discussões que começamos aqui no FISL foram parar
no Vale do Silício", diz, com certo orgulho, referindo-se à região
dos Estados Unidos onde estão muitas das principais empresas ponto com do mundo. Teza
organiza o fórum, que ocorre sempre em Porto Alegre, desde 2000, e
afirma ter visto uma evolução enorme no desenvolvimento do setor.
"No primeiro ano foram nove palestras, hoje são
quase 500", conta. O organizador do fórum faz questão de dizer que
não se trata de uma feira de varejo, de venda de programas e de computadores. "É um
evento-conceito, de troca, não de venda. Por isso mesmo o fórum
ganhou a importância que tem. Não somos o maior evento de software livre do mundo em número de
pessoas. A Alemanha, por exemplo, tem grandes eventos. Mas estamos
entre os mais importantes."
Em 2006, mais de 5 mil pessoas participaram do FISL,
vindas de 24 países. Neste ano, mais de cem jornalistas já estão
cadastrados para cobrir o evento, que começa hoje (12) na capital gaúcha.
*A equipe de reportagem viajou a convite da Casa Civil da Presidência da República
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