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Porto Alegre - Usar um programa de computador livre, com código
aberto, significa ter a possibilidade de entender como funciona o
programa, podendo modificá-lo de acordo com as necessidades do usuário. Em outras palavras, qualquer um pode acessar e alterar a área em que estão registradas as informações que fazem o programa funcionar, o chamado código fonte. Por isso, ele é considerado aberto e livre.
Existem mais de 30 licenças que sistematizam o uso
de softwares livres. A mais usada é a General Public License, criada
pelo especialista americano Richard Stallman, que em português significa Licença
Pública de Uso Geral. A GPL oferece quatro direitos ao usuário:
copiar, distribuir, modificar e estudar.
A licença também impõe uma restrição: uma vez
modificado o programa, a mudança não pode ser apropriada por
nenhum dos usuários, ela é de uso comum entre aqueles que partilharam o programa.
Uma das metáforas mais utilizadas para explicar o
conceito desse tipo de programa é a da receita de bolo. É como se um
programa de computador fosse o bolo, e o código dele a sua receita. No software livre, as
pessoas têm acesso à receita, o que possibilita que alterem o sabor
do bolo (ou a finalidade do programa) como preferirem. No outro modelo, conhecido como software proprietário, as pessoas não podem ter acesso à receita.
A possibilidade de alterar o código dos softwares
impulsiona a criação de comunidades de programadores e usuários que
discutem e melhoram o funcionamento de programas. Os defeitos são discutidos em fóruns,
que analisam o código até que o problema seja resolvido.
O Fórum
Internacional Software Livre, que começa hoje (12) e é realizado desde 2000 em Porto Alegre, é um dos encontros mundiais da comunidade que desenvolve esse tipo de programa.
Atualmente, muitas empresas utilizam o software livre
em seus sistemas, pois consideram que ele tem várias vantagens sobre
o outro tipo de programa, chamado software proprietário. Nesse modelo, a empresa que desenvolveu o produto
precisa autorizar seu uso, normalmente mediante
pagamento.
*A equipe de reportagem viajou a convite da Casa Civil da Presidência da República
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