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Brasília - Advogados de várias das 25
pessoas detidas ontem pela Operação Hurricane (furacão,
em inglês) foram impedidos de entrar, no início da manhã
de hoje (14) na Superintendência da Polícia Federal, em
Brasília. Um representante da Ordem dos Advogados do Brasil
(OAB), Bruno Rodrigues, foi chamado para resolver o problema.
Segundo o delegado Ângelo
Gioia, os advogados não puderam entrar porque os presos
estavam sendo acomodados e que a demora se devia à falta de
colchões. O delegado destacou que houve a preocupação
de acomodar de três a cinco presos em cada cela, classificados
de acordo com o delito, de modo a manter separados aqueles que
supostamente pagaram propinas e os que receberam.
Gioia destacou que nenhum preso está
recebendo qualquer tipo de regalia. Todos passaram por revista ao
chegar à superintendência. Os presos chegaram a Brasília
por volta de 7h de hoje e tomaram café da manhã às
11h.
Um dos primeiros advogados a chegar
foi Ubiratan Guedes, que defende os interesses de Aniz Abraão
David, o Anísio da Beija Flor, presidente de honra da escola
de Nilópolis. Ao deixar a superintendência depois de
encontrar seu cliente, Guedes disse que Anísio está
“muito chateado”, porque o fato não condiz com a
realidade. “Ele afirma que não tem conhecimento dos fatos
que o levaram à prisão. Ele está abismado e
querendo esclarecer a situação”.
O advogado disse que a imputação
contra Anísio ainda não está clara. “Só
podemos tomar alguma medida após ele ser ouvido. Até o
momento ainda não sabemos o que fazer, mas temos certeza de
que ele será solto nas próximas horas”.
Guedes informou que o depoimento de
Anísio será por volta das 14 horas. Segundo o advogado,
a quantia encontrada na casa de Anísio da Beija Flor, US$ 48
mil, “qualquer cidadão poderia ter em casa”.
O advogado informou que Anísio
fez uma cirurgia cardíaca há cerca de um ano e ainda
toma medicamentos, mas que os policiais estão garantido a seu
cliente o acesso à medicação.
O irmão de Anísio,
Farid Abraão David, que é presidente da escola de samba
da Baixada Fluminense, disse que os policiais não encontraram
na casa de seu irmão encontrado na casa de seu irmão
“nada que pudesse imputar a ele a condição de réu”.
Farid trouxe roupas para Anísio.
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