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14 de Abril de 2007 - 13h49 - Última modificação em 14 de Abril de 2007 - 13h49


Delegado diz que problemas de acomodação impediram entrada de advogados de presos na superintendência da PF

Iolando Lourenço
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Advogados de várias das 25 pessoas detidas ontem pela Operação Hurricane (furacão, em inglês) foram impedidos de entrar, no início da manhã de hoje (14) na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Um representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Bruno Rodrigues, foi chamado para resolver o problema.

Segundo o delegado Ângelo Gioia, os advogados não puderam entrar porque os presos estavam sendo acomodados e que a demora se devia à falta de colchões. O delegado destacou que houve a preocupação de acomodar de três a cinco presos em cada cela, classificados de acordo com o delito, de modo a manter separados aqueles que supostamente pagaram propinas e os que receberam.

Gioia destacou que nenhum preso está recebendo qualquer tipo de regalia. Todos passaram por revista ao chegar à superintendência. Os presos chegaram a Brasília por volta de 7h de hoje e tomaram café da manhã às 11h.

Um dos primeiros advogados a chegar foi Ubiratan Guedes, que defende os interesses de Aniz Abraão David, o Anísio da Beija Flor, presidente de honra da escola de Nilópolis. Ao deixar a superintendência depois de encontrar seu cliente, Guedes disse que Anísio está “muito chateado”, porque o fato não condiz com a realidade. “Ele afirma que não tem conhecimento dos fatos que o levaram à prisão. Ele está abismado e querendo esclarecer a situação”.

O advogado disse que a imputação contra Anísio ainda não está clara. “Só podemos tomar alguma medida após ele ser ouvido. Até o momento ainda não sabemos o que fazer, mas temos certeza de que ele será solto nas próximas horas”.

Guedes informou que o depoimento de Anísio será por volta das 14 horas. Segundo o advogado, a quantia encontrada na casa de Anísio da Beija Flor, US$ 48 mil, “qualquer cidadão poderia ter em casa”.

O advogado informou que Anísio fez uma cirurgia cardíaca há cerca de um ano e ainda toma medicamentos, mas que os policiais estão garantido a seu cliente o acesso à medicação.

O irmão de Anísio, Farid Abraão David, que é presidente da escola de samba da Baixada Fluminense, disse que os policiais não encontraram na casa de seu irmão encontrado na casa de seu irmão “nada que pudesse imputar a ele a condição de réu”. Farid trouxe roupas para Anísio.



 


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