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14 de Abril de 2007 - 16h28 - Última modificação em 15 de Abril de 2007 - 15h42


Porto Alegre faz primeira experiência mundial com laptop para crianças

André Deak*
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Porto Alegre - No Fórum Internacional Software Livre (FISL), crianças experimentam os protótipos do projeto OLPC (One Laptop Per Child, um computador por criança). Diversas organizações brasileiras trabalham na programação do computador, que poderá ser usado na educação infantil em escolas públicas
Porto Alegre - No Fórum Internacional Software Livre (FISL), crianças experimentam os protótipos do projeto OLPC (One Laptop Per Child, um computador por criança). Diversas organizações brasileiras trabalham na programação do computador, que poderá ser usado na educação infantil em escolas públicas
Porto Alegre - A Escola Estadual de Ensino Fundamental Luciana de Abreu, de Porto Alegre, recebeu em março 100 laptops do Projeto OLPC (One Laptop Per Child), que no Brasil poderá se chamar UCA (Um Computador por Aluno). A idéia surgiu no Instituto de Tecnologia de Massachusets (MIT, Massachusetts Institute of Technology), e hoje tem o governo federal e diversas instituições brasileiras como parceiros. Trata-se de uma proposta que estuda, no futuro, oferecer laptops a todos os estudantes da rede pública de ensino básico do país.

David Cavallo, um dos principais pesquisadores do Laboratório do Futuro da Aprendizagem do MIT, onde foi idealizado o OLPC, disse que a experiência da Escola Luciana de Abreu já se mostra interessante. "Nos últimos dias, algumas crianças, para ajudar as outras, já escreveram mais do que escreveram nos últimos anos. Os alunos já sentiram que essa proposta é diferente, porque não há controle sobre o que eles aprendem. E essa liberadade vai gerar benefícios para a própria escola".

A escola recebeu os laptops a partir de uma parceria com o Laboratório de Estudos Cognitivos (LEC) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O laboratório tem a missão, no projeto federal, de coordenar e avaliar a primeira experiência pedagógica - mundial - de uso de laptops por crianças.

Léa Fagundes, que coordena o LEC, diz que é preciso dar chance para a criança aprender sozinha. "Dê um computador e a chance para ela produzir, pesquisar, criar. A professora não precisa saber a resposta certa, precisa ensinar a criança a aprender. Aprender muito. Aprender a aprender, e aprender a ser, a pensar". Bruno Sperb, pesquisador do LEC, concorda. "A criança, e não o professor, precisa ser o centro da escola".

Léa Fagundes conta um exemplo do que fala, ocorrido no dia em que a escola estadual recebeu os laptops. Na chegada dos computadores, uma das professoras ficou apreensiva. "Eu não sei usar isso, como é que eu vou fazer? Estou tão nervosa". Ao lado dela, uma criança disse: "Calma professora, eu te ensino".

O LEC publicou no site de vídeos online You Tube um breve vídeo sobre a experiência.


*A equipe de reportagem viajou a convite da Casa Civil da Presidência da República




 


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