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14 de Abril de 2007 - 20h07 - Última modificação em 14 de Abril de 2007 - 20h07


Presos na PF mantêm silêncio durante os depoimentos

Iolando Lourenço
Repórter da Agência Brasil

 
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José Cruz/ABr
Brasília - Nélio Machado, advogado do Capitão Guimarães, preso durante a Operação Furacão (Hurricane, em inglês), concede entrevista ao chegar à sede da Polícia Federal
Brasília - Nélio Machado, advogado do Capitão Guimarães, preso durante a Operação Furacão (Hurricane, em inglês), concede entrevista ao chegar à sede da Polícia Federal
Brasília - Alguns advogados que acompanharam os primeiros depoimentos das 25 pessoas presas ontem pela Operação Furacão, informaram que seus clientes têm mantido silêncio a maior parte do tempo, já que não têm conhecimento das acusações.

"Nossos clientes não sabem quais são as acusações", disse o advogado Délio Lins e Silva, que defende João Sergio Pereira. Segundo ele, a ordem de prisão expedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) tem o objetivo de colher depoimentos.

O advogado Thiago Bouzo, que defende Júlio Guimarães, o presidente da Liga das Escolas de Samba do Rio, Capitão Guimarães, e o desembargador Regueira, afirmou que não teve acesso a nenhuma informação do inquérito.

"A gente não sabe qual é a acusação e, por isso, o silêncio tem sido uma constante. As acusações são genéricas e a própria decisão que decretou as prisões é abstrata. Portanto, não há do que se defender".Para Bouzo, a partir do momento em que os advogados tiverem acesso aos inquéritos é que vão orientar seus clientes sobre os depoimentos e as medidas a adotar.

O Supremo está digitalizando os inquéritos e os advogados não sabem quando ficarão prontos. Segundo Bouzo, a prisão preventiva, pela lei, é de até cinco dias, prorrogáveis por igual período.


 


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