|
Fábio Pozzebom/ABr
| |
Brasília - Divulgação dos mais recentes dados sobre os conflitos e a violência no campo, contidos na publicação anual Conflitos no Campo Brasil 2006, com a participação de membros da Comissão Pastoral da Terra (CPT): Antonio Canuto, Dom Xavier Gilles de Maupeou d'Ableiges, Carlos Walter Porto Gonçalves e Maria Madalena dos Santos
|
Brasília - O relatório Conflitos no Campo Brasil 2006, divulgado hoje (16) pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), mostra que o número de conflitos por terra, de ocupações e de acampamentos em todo o país diminuiu 7,82% no ano passado, em comparação a 2005. Em 2006, foram registradas 1.212 ocorrências no total, enquanto em 2005 foram 1.304.
No ano passado, foram registrados 761 casos de conflitos, 384 ocupações e 67 acampamentos. Já o número de assassinatos aumentou no ano passado. Passou de 38 mortes, em 2005, para 39 no ano passado. Contudo, houve diminuição de 10,54% no número de mortos em conseqüência dos conflitos - de 64, em 2005, para 57 em 2006.
O Pará foi o estado com o maior número de ocorrências, 151. Em segundo, aparece São Paulo, com 134, seguido de Pernambuco (123) e Paraíba (101). Já o Acre foi o estado com menos conflitos, registrando apenas três casos. Para o secretário da Coordenação Nacional da CPT, Antonio Caputo, os número de conflitos no campo ainda é elevado devido à concentração de terras, à propriedade da terra como valor absoluto, sem dar valor à função social, e à impunidade.
Na avaliação do professor da Universidade Federal Fluminense Carlos Walter Porto Gonçalves, apesar da redução dos conflitos, as condições para que ocorram atritos permanecem. "Houve uma pequena queda estatística, mas o patamar de conflitividade é o mesmo”. Segundo o pesquisador, em 2003 houve aumento de prisões e despejos de trabalhadores, feito pelos governos e Judiciários estaduais. "Houve uma estadualização das violências. O governo Lula também não acompanhou no sentido da reforma agrária”.
A matéria foi atualizada para o acréscimo de informações
|
|