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Brasília - O presidente nacional da Ordem dos
Advogados do Brasil (OAB), Cézar Britto, reúne-se logo mais a
tarde com o ministro da Justiça, Tarso Genro, para discutir o
possível cerceamento ao trabalho de advogados na Polícia
Federal. Os advogados alegam que estão tendo dificuldades de
conversar com seus clientes presos na Operação Furacão,
da PF no final de semana.
Diante das crítica que
recebeu da entidade, o ministro Tarso Genro telefonou esta manhã,
do Rio de Janeiro, para Cézar Britto. De acordo com a
assessoria de imprensa da OAB, Tarso colocou-se à disposição
da entidade para examinar as reclamações dos advogados.
Aos jornalistas, o presidente da OAB
disse que irá pedir ao ministro que assegure o direito do
advogado de trabalhar. “Nós vamos pedir que o ministro, pela
sua responsabilidade e pela sua história, assegure que o
advogado trabalhe, assegure que a defesa seja reconhecida, e que não
se viole esse instrumento de conquista da humanidade”, adiantou
Britto.
A Operação Furacão,
deflagrada na sexta-feira, prendeu 25 pessoas entre contraventores,
delegados, juízes e desembargadores, todos acusados dos crimes
como tráfico de influência, corrupção e
envolvimento com jogos ilegais.
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