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16 de Abril de 2007 - 18h19 - Última modificação em 16 de Abril de 2007 - 18h19


Presidente da OAB diz que está virando regra não se respeitar o direito de defesa no país

José Carlos Mattedi
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cézar Britto, disse hoje (16) que a polícia não vem respeitando o direito de defesa dos presos no Brasil, o que seria uma grave afronta a um princípio constitucional. "Está virando regra não se respeitar o direito de defesa. Enquanto isso estiver acontecendo, não podemos dizer que somos uma democracia", afirmou Britto.

A OAB impetrou um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para defender os direitos dos advogados que representam os 25 presos na Operação Furacão, realizada pela Polícia Federal (PF) na última sexta-feira (13). Os advogados reclamaram junto ao Conselho Federal da OAB que não estão tendo acesso aos detentos nem aos autos de investigação.

Cézar Britto, acompanhando de membros do Conselho Federal da entidade, foi recebido em audiência pela presidente do Supremo, ministra Ellen Gracie, e em seguida pelo relator do processo da Operação Furacão, ministro Cezar Peluso. "Levamos
à ministra Gracie a preocupação da OAB na preservação do estado democrático de direito. Não há democracia sem a garantia do direito de defesa", reafirmou.

Ele reclamou da Polícia Federal, que estaria impedindo o acesso dos advogados aos autos de investigação. "Não há segredo de justiça para o advogado, nem se pode impedir que o advogado converse com o preso. A PF não age corretamente", reclamou.

Amanhã (17), Cézar Britto vai se reunir com o ministro da Justiça, Tarso Genro, para discutir as condições da Operação Furacão. "O precedente neste e em outros casos não podem continuar se repetindo no país", alertou. E ressaltou que a OAB defende a investigação policial, "qualquer que seja a autoridade envolvida", mas "defende também o direito
democrático do cidadão se defender".



 


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