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16 de Abril de 2007 - 22h47 - Última modificação em 16 de Abril de 2007 - 22h47


Assessor da Presidência diz que adesão ao Banco do Sul ainda depende de debates

Flávia Peixoto
Repórter da TV Brasil

 
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Ilha Margarita (Venezuela) - A adesão formal do Brasil ao Banco do Sul não deve ser anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a 1ª Cúpula Energética Sul-Americana.

Em entrevista coletiva hoje (16), o assessor da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, não confirmou a possibilidade de anúncio oficial, citada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, no último sábado (14), em entrevista a Agência Telam.

Garcia defendeu a necessidade de mais discussões sobre o novo órgão e disse que o Brasil não adere a projeto pronto ou come prato feito. “Não precisamos indicar que estamos fora nem que estamos dentro. Quem levantou pela primeira vez o tema do sistema financeiro sul-americano foi o Brasil. O Banco do Sul não está em discussão aqui, pode entrar na discussão dos presidentes como tema informal”, afirmou o assessor da Presidência.

"A reunião daqui é uma reunião dos presidentes por questões energéticas. Mas, o próprio fato do ministro Mantega ter se reunido com os demais ministros em Washington já demonstra que ele está interessado em participar deste processo de confecção.”

Conforme Marco Aurélio Garcia, o governo brasileiro quer conhecer primeiramente, com mais detalhes, que tipo de banco será o Banco do Sul. “Saber se vai ser um banco de investimento, ou uma espécie de FMI local. Ver questões cruciais como se será só um banco do sul, o que vamos fazer com a Corporação Andina de Fomento, o que vamos fazer com a aplicação de reservas, se vamos criar vários fundos de investimento na região.”

O assessor da Presidência ressaltou que esta discussão estava em curso “quando subitamente houve uma proposta mais detida de Banco do Sul”, resultado do encontro do presidente venezuelano, Hugo Chávez, com o presidente argentino, Néstor Kirchner, na Venezuela, no último mês de janeiro.

“Nós não vamos aderir a um projeto pronto, nós não vamos comer um prato feito. Nós queremos ir para a cozinha e participar da elaboração deste prato”, enfatizou Garcia.

De acordo com ele, o governo brasileiro endossou a proposta do presidente equatoriano, Rafael Correa, em visita a Brasília no ultimo dia 4, de coordenar uma reunião com ministros da Fazenda da América do Sul. “Uma proposta sensata de que ele, como economista, pudesse de certa maneira coordenar um esforco para a formulação de um projeto de sistema financeiro.”



 


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