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17 de Abril de 2007 - 14h21 -
Última modificação
em 17 de Abril de 2007 - 20h39
Recursos e políticas já existentes permitirão combate à pobreza rural, diz ministro
Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil
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Gervásio Baptista/ABr
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Brasília - O ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, fala na abertura da conferência Pobreza Rural no Brasil: O Papel das Políticas Públicas, ao lado de Steven Helfand, da Universidade da Califórnia
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Brasília - O ministro do
Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, disse que o governo
federal já conta com as políticas necessárias à
criação de um programa específico para o combate
à pobreza no meio rural. Ele informou hoje (17), em
conferência sobre esse problema, que está em elaboração um
programa dirigido às áreas com menor Índice de
Desenvolvimento Humano (IDH).
“O governo tem
orçamento para isso”, garantiu o ministro, sem informar
quanto será investido nas ações. Segundo Cassel, só
será necessário, na maioria dos casos, redirecionar os
recursos orçamentários. A intenção,
explicou, é concentrar programas de crédito, seguro
agrícola, assistência técnica e políticas
de educação e de saúde de acordo com as
necessidades dos territórios rurais.
“Estamos trabalhando no governo para
racionalizar e fazer um esforço coletivo de combate à
pobreza, às desigualdades no país. Isso tem, no meio
rural, uma significação muito importante. A gente
acredita que a pobreza no meio rural tem que ser tratada de forma
diferenciada. A nossa proposta é constituir uma abordagem a
partir do foco dos territórios”, disse o ministro do
Desenvolvimento Agrário.
A previsão é aplicar o programa em etapas. A meta é atender a 30 territórios
mais pobres no primeiro ano de implementação e 120 até
2010. De acordo com o ministro, essa proposta vai atender a 90% de
toda a pobreza rural do país. O governo quer também ampliar o número
de territórios rurais dos atuais 118, localizados em mais de
1,8 mil municípios, para 220 até 2010.
Segundo Guilherme Cassel, o governo está
trabalhando para reduzir a concentração fundiária
no país. “Embora nunca tenha sido assentado tanta gente,
ainda temos o que fazer”, disse.
Matéria modificada para detalhamento de informações.
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