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17 de Abril de 2007 - 15h47 - Última modificação em 17 de Abril de 2007 - 15h46


Ministro diz que vai analisar reclamação da OAB, mas defende atuação da Polícia Federal

Priscilla Mazenotti
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - A acusação feita pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de irregularidades cometidas pela Polícia Federal (PF) nas prisões da Operação Furacão será investigada pelo ministro da Justiça, Tarso Genro.

Ele reuniu-se hoje (17) com o presidente da OAB, Cezar Britto, e ouviu reclamações da entidade quanto às irregularidades. A OAB acusa a Polícia Federal de não garantir direitos básicos aos 25 presos pela operação, como encontros privados com os advogados, o conhecimento das acusações que pesam contra eles e o acesso ao inquérito.

“A descrição que o diretor da PF me deu das operações está dentro da lei, das normas legais. Vamos apurar a partir dessa representação que a OAB vai fazer e a partir das informações que vou receber da PF de forma completa", disse Tarso Genro.

"Vou examinar se existe a necessidade de normatizar algum tipo de procedimento da PF. Não há nenhum indicativo de qualquer mudança por enquanto.”

O ministro da Justiça não quis comentar se houve exagero da OAB ao procurá-lo para questionar a ação da PF numa operação em que há desembargadores e advogados presos acusados de envolvimento. “Não vou fazer essa avaliação se há exagero ou não da OAB.”

Após a reunião, o presidente da OAB voltou a defende o direito de defesa. "Temos de ter uma forma uniforme de tratamento dos investigados. O direito de defesa pressupõe, necessariamente, que todos tenham acesso ao preso, o advogado possa conversar livremente, sem ser por telefone com o preso e que se possa ter acesso aos autos."



 

 

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