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19 de Abril de 2007 - 22h30 - Última modificação em 19 de Abril de 2007 - 22h30


Pesquisadores não querem ambientalistas em reuniões da CTNBio

Érica Santana
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Pesquisadores, acadêmicos e advogados e presidentes das Comissões Internas de Biossegurança (CIBios) protocolaram hoje (19) uma carta para o ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, com 162 assinaturas em protesto contra a presença de não-membros nas reuniões da Comissão Técnica de Biossegurança (CTNBio).

Na carta, eles criticam a “ atuação arbitrária e puramente ideológica promovida por movimentos que se intitulam ambientalistas ou ecologistas”. Para eles, a atuação dos ativistas ambientais “ só contribui para a paralisação da ciência no Brasil”.

Os acadêmicos solicitam também que o Ministério da Ciência e Tecnologia “garanta as perfeitas condições de trabalho e atuação da CTNBio, estabelecidas na Constituição, para que tais cientistas garantam sua legitimidade para analisar e discutir todas as questões que envolvem a liberação para a pesquisa e comercialização de Organismos Geneticamente Modificados (OGMs).

A pesquisadora dos Instituto de Tecnologia de Alimentos do Estado de São Paulo, Alda Lerayer disse que o objetivo do documento é apoiar o presidente da CTNBio, Walter Colli e os cientistas que compõem a comissão. "Essa carta também apóia o ministro e solicita que ele garanta os poderes da CTNBio e tranquilidade, sobretudo para que os cientistas trabalhem em paz “.

Ela disse também que os cientistas que assinam a carta “abominam as atitudes que vêm sendo tomadas por essas organizações não governamentais que têm tornado a CTNBio uma baderna”.Para Alda Lerayer é fundamental criar uma clima de paz dentro da comissão para que os membros possam fazer uma avaliação séria de biossegurança sobre os projetos recebidos. “O foco desse pessoal está sendo o milho, que é apenas um dos produtos. Nós temos a cana transgênica, que está sendo apresentada agora, mas qualquer que seja o motivo não se pode admitir essa desorganização”.

A pesquisadora disse ainda que a introdução de transgênicos na agricultura brasileira é um processo irreversível. “Nós já temos produtos produzidos por microrganismos transgênicos há 20 anos no mercado, no cotidiano das pessoas . Quem come pão e queijo consome enzimas de organismos transgênicos, assim como antibióticos, que são feitos a partir de organismos transgênicos', explicou.

Para Alda, o ponto central da discussão se refere às plantas geneticamente modificadas e a posição dos agricultores. “Os agricultores brasileiros têm que ter sim o direito de escolher o que eles querem plantar. Eles sabem que vão ter que pagar pela propriedade intelectual e vão fazer a conta sobre o que é mais vantajoso para eles. O que não pode é uma meia dúzia de pessoas querer determinar o que o agricultor brasileiro pode ou não plantar”.


 

  •   VÍDEO

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