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19 de Abril de 2007 - 22h24 - Última modificação em 19 de Abril de 2007 - 22h24


Chinaglia pede averiguação "com cautela" sobre ligação de parlamentares com presos da Operação Furacão

Iolando Lourenço
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse hoje (19) que é preciso "averiguar com cautela" o noticiário que tem saído a respeito de envolvimento de parlamentares com suspeitos presos pela Polícia Federal (PF) na Operação Furacão. Segundo ele, a Polícia Federal realiza um trabalho próprio de investigação e, até o momento, não há ainda culpa formada.

"Não vamos fazer pré-julgamentos, quando a Polícia Federal e o Ministério Público estão num procedimento de investigação”, defendeu. “Não há culpa formada. É preciso aguardar". Arlindo Chinaglia informou que eventuais denúncias que chegarem à Câmara envolvendo deputados serão encaminhadas para a Corregedoria da Casa fazer as investigação necessárias.

Questionado sobre declarações do ministro da Justiça, Tarso Genro, de que a operação da PF poderia atingir parlamentares, Chinaglia disse: "Para falar em tese, eu poderia dizer que uma investigação poderia chegar ao Executivo, ao Judiciário, à Igreja, à imprensa e a qualquer lugar. Isso coloca todos no mesmo nível. Vamos aguardar as investigações. Não posso crer que o ministro possa colocar o Congresso Nacional sob suspeitas, sem provas".

O líder da minoria, deputado Júlio Redecker (PSDB-RS), foi à tribuna do plenário para cobrar esclarecimentos de Tarso Genro: "Que o ministro apresente os nomes e esclareça para não colocar todos os parlamentares como suspeitos. Não estou defendendo quem errou. Vamos exigir que o ministro preste esclarecimentos ao país e a esta Casa".

 


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