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Brasília - O presidente da Câmara,
deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse hoje (19) que é
preciso "averiguar com cautela" o noticiário que tem
saído a respeito de envolvimento de parlamentares com
suspeitos presos pela Polícia Federal (PF) na Operação
Furacão. Segundo ele, a Polícia Federal realiza um
trabalho próprio de investigação e, até
o momento, não há ainda culpa formada.
"Não vamos fazer pré-julgamentos,
quando a Polícia Federal e o Ministério Público
estão num procedimento de investigação”,
defendeu. “Não há culpa formada. É preciso
aguardar". Arlindo Chinaglia informou que eventuais denúncias
que chegarem à Câmara envolvendo deputados serão
encaminhadas para a Corregedoria da Casa fazer as investigação
necessárias.
Questionado sobre declarações do
ministro da Justiça, Tarso Genro, de que a operação
da PF poderia atingir parlamentares, Chinaglia disse: "Para
falar em tese, eu poderia dizer que uma investigação
poderia chegar ao Executivo, ao Judiciário, à Igreja, à
imprensa e a qualquer lugar. Isso coloca todos no mesmo nível.
Vamos aguardar as investigações. Não posso crer
que o ministro possa colocar o Congresso Nacional sob suspeitas, sem
provas".
O líder da minoria, deputado Júlio
Redecker (PSDB-RS), foi à tribuna do plenário para
cobrar esclarecimentos de Tarso Genro: "Que o
ministro apresente os nomes e esclareça para não
colocar todos os parlamentares como suspeitos. Não estou
defendendo quem errou. Vamos exigir que o ministro preste
esclarecimentos ao país e a esta Casa".
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