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21 de Abril de 2007 - 20h39 - Última modificação em 21 de Abril de 2007 - 21h06


Supremo libera suspeitos da Operação Furacão que têm foro privilegiado

Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

 
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Fabio Pozzebom/ABr
Brasília - O desembargador federal, José Eduardo Carreira Alvim, denunciado pelo Ministério Público Federal por formação de quadrilha e corrupção passiva, deixa o prédio da Superintendência da Policia Federal, em Brasília, onde permaneceu preso sete dias
Brasília - O desembargador federal, José Eduardo Carreira Alvim, denunciado pelo Ministério Público Federal por formação de quadrilha e corrupção passiva, deixa o prédio da Superintendência da Policia Federal, em Brasília, onde permaneceu preso sete dias
Brasília - Todos os quatro suspeitos com foro privilegiado detidos durante a Operação Furacão foram liberados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cezar Peluso. Apenas o desembargador Ernesto da Luz Pinto Dória, do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, permanece preso na Polícia Federal, porque foram encontradas com ele três armas sem registro.

Peluso não aceitou o pedido de prisão preventiva apresentado pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, segundo nota do Ministério Público Federal (MPF). Não há informações oficiais da Polícia Federal (PF) sobre as liberações.

Todos os outros 21 suspeitos detidos, que não têm foro privilegiado, permanecerão presos, por decisão da 6ª Vara Federal do Rio de Janeiro, segundo nota do MPF. Não há informações da PF sobre possível transferência para o Rio.

No final da tarde de hoje (21), saíram da carceragem da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, os desembargadores federais José Ricardo de Siqueira Regueira e José Eduardo Carreira Alvim e também o procurador-Regional da República João Sérgio Leal Pereira, detidos na Operação Furacão, que investiga esquema de funcionamento de jogos ilegais.

O advogado de Dória, Cleber Lopes, informou que apresentará ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) pedido de liberdade provisória por causa desse crime e espera que o tribunal decida até segunda-feira. “Ele é colecionador do Exército, mas ainda não tinha promovido os registros dessas armas. Para mim, não há conexão alguma (com a Operação Furacão). A princípio, ele responderia por processo separado”, disse Lopes ao deixar a Polícia Federal.

“Ele está solto pela Operação Furacão. O ministro (Cezar Peluso) entendeu que não havia necessidade para decretar sua prisão preventiva. Se não há necessidade para mantê-lo preso na Operação Furacão, em que os crimes supostamente são mais graves, também não haveria necessidade de mantê-lo preso no caso das armas, seguramente é um crime menos grave”, argumentou o advogado.


 


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