Todos os quatro suspeitos com foro
privilegiado detidos durante a Operação Furacão
foram liberados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF),
Cezar Peluso. Apenas o desembargador Ernesto da Luz Pinto Dória,
do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, permanece
preso na Polícia Federal, porque foram encontradas com ele
três armas sem registro.
Peluso não aceitou o
pedido de prisão preventiva apresentado pelo procurador-geral
da República, Antonio Fernando Souza, segundo nota do Ministério Público Federal (MPF). Não há informações oficiais
da Polícia Federal (PF) sobre as liberações.
Todos os outros 21 suspeitos detidos, que não têm foro privilegiado, permanecerão presos, por decisão da 6ª Vara Federal do Rio de Janeiro, segundo nota do MPF. Não há informações da PF sobre possível transferência para o Rio.
No
final da tarde de hoje (21), saíram da carceragem da
Superintendência da Polícia Federal, em Brasília,
os desembargadores federais José Ricardo de Siqueira Regueira
e José Eduardo Carreira Alvim e também o
procurador-Regional da República João Sérgio
Leal Pereira, detidos na Operação Furacão, que
investiga esquema de funcionamento de jogos ilegais.
O
advogado de Dória, Cleber Lopes, informou que apresentará
ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) pedido de liberdade
provisória por causa desse crime e espera que o tribunal
decida até segunda-feira. “Ele é colecionador do
Exército, mas ainda não tinha promovido os registros
dessas armas. Para mim, não há conexão alguma
(com a Operação Furacão). A princípio,
ele responderia por processo separado”, disse Lopes ao deixar a
Polícia Federal.
“Ele está solto pela Operação
Furacão. O ministro (Cezar Peluso) entendeu que não
havia necessidade para decretar sua prisão preventiva. Se não
há necessidade para mantê-lo preso na Operação
Furacão, em que os crimes supostamente são mais graves,
também não haveria necessidade de mantê-lo preso
no caso das armas, seguramente é um crime menos grave”,
argumentou o advogado.