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Fabio Pozzebom/ABr
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Brasília - O desembargador federal, José Eduardo Carreira Alvim, denunciado pelo Ministério Público Federal por formação de quadrilha e corrupção passiva, deixa o prédio da Superintendência da Policia Federal, em Brasília, onde permaneceu preso sete dias
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Brasília - O inquérito da Operação
Furacão, na Polícia Federal, foi dividido em dois,
segundo nota do Ministério Público Federal (MPF). Um
para os quatro suspeitos que têm foro privilegiado e outro para
os 21 que não têm. No inquérito criado para os
suspeitos com foro privilegiado, foi incluído um quinto nome,
o do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Paulo
Medina, como suspeito por formação de quadrilha,
corrupção passiva e prevaricação – que
é quando um funcionário público deixa de cumprir
sua função para garantir interesse pessoal.
Os
outros quatro suspeitos são os desembargadores federais José
Ricardo de Siqueira Regueira e José Eduardo Carreira Alvim, do
Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região, o
desembargador Ernesto da Luz Pinto Dória, do Tribunal Regional
do Trabalho da 15ª Região, e também o
procurador-Regional da República João Sérgio
Leal Pereira.
O ministro do STJ e os quatro suspeitos que
estavam detidos tiveram sua prisão preventiva rejeitada por
Cézar Peluso, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF),
responsável pelo caso. Apenas o desembargador Dória
permanece detido, mas não pelas acusações feitas
na Operação Furacão. Durante sua detenção,
a Polícia Federal descobriu que ele possuía três
armas sem registro, segundo seu advogado, Cleber Lopes.
Já
os outros 21 suspeitos vão ser investigados por outro
inquérito, segundo nota do MPF. A prisão preventiva
desses suspeitos foi aceita, segundo a nota, pela 6ª Vara
Federal do Rio de Janeiro.
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