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Brasília -
Um grupo de representantes da
Associação Brasileira de Radiodifusão
Comunitária (Abraço) ocupou os estúdios da Rádio
São Roque, localizada no município de Faxinal do
Soturno, na região central do Rio Grande do Sul. O objetivo da
ação, realizada na última sexta-feira (20), foi
manifestar-se contra a repressão às rádios
comunitárias no estado.
No manifesto foi lido no ar
durante o protesto, a Abraço afirmou que existe no estado um
oligopólio sobre os meios de comunicação,
exercido pelos grupos empresariais do setor. Eles denunciaram a
existência de 209 emissoras de rádio no Rio Grande do
Sul que atuam com outorga de funcionamento vencida.
A Rádio
São Roque foi escolhida para a manifestação
porque o dono da empresa, Roberto Cervo, é o atual presidente
da Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio
e Televisão (Agert). “As rádios comunitárias
estão unidas e pedem o apoio da população na
nossa luta por uma comunicação livre e comprometida com
as necessidades da nossa gente”, afirma o documento dos
manifestantes.
Em nota publicada no site da Agert, a entidade
manifestou seu repúdio os atos promovidos contra a rádio
São Roque. O documento é assinado pelo presidente em
exercício da Agert, Pedro Ricardo Germano e pelo presidente do
Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão do Rio
Grande do Sul (Sindirádio), Ary Cauduro dos Santos. As duas
entidades afirmam que jamais negarão solidariedade a qualquer
de suas filiadas e manterão vivos os seus princípios de
integração do rádio em defesa da democracia,
liberdade de pensamento, de informação e de
programação.
“A Agert e o Sindirádio
defenderão intransigentemente os direitos de concessionários
e permissionários dos serviços de radiodifusão,
bem como o livre exercício de suas atividades, assegurado
pelas normas constitucionais brasileiras”, diz a nota. As duas
entidades afirmam que os manifestantes impediram que trabalhadores
deixassem o local e assumiram o controle das transmissões.
Entre
as reivindicações apresentadas pela Abraço estão
o fim da repressão às rádios comunitárias,
a construção de uma nova legislação para
as rádios comunitárias e um novo marco regulatório
para a comunicação e a implantação de
sistemas brasileiros de televisão e rádios digitais.
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