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23 de Abril de 2007 - 11h14 - Última modificação em 23 de Abril de 2007 - 11h14


Abril Indígena deu mais força às lideranças e facilitará interlocução política, diz presidente da Funai

Marcos Agostinho
Da Agência Brasil

 
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Brasília - A importância do movimento Abril indígena está no fato de ter conseguido articular as várias organizações de lideranças indígenas em apenas um local e em torno de um mesmo discurso. A opinião é do presidente da Fundação Nacional dos Índios (Funai), Marcio Meira.

“Antes essas organizações faziam suas manifestações de forma separada, dispersa. Esse movimento conseguiu reunir em Brasília essas várias lideranças. Para a Funai e para o Estado brasileiro é importante a interlocução política com o Abril Indígena”, disse.

Ele ressaltou que desde 2004, quando houve a primeira edição do Abril Indígena, o movimento se fortaleceu e ganhou mais organização. Para Meira isso facilitará o diálogo com os índios, o que dará mais força ao grupo e tornará o debate  cada vez mais frutífero tanto para o índios quanto para o governo.

Entre as principais reivindicações feitas pelos índios durante os dias em que estiveram em Brasília está a homologação de terras. O presidente da Funai lembrou que durante o governo Lula foram homologadas seis terras indígenas, entre elas a terra Palmas, na divisa do Paraná e Santa Catarina, pertencentes aos Kaingangues que durante muitos anos foi alvo de disputas intensas na região.

“Nesse sentido foram quase um milhão de hectares  homologados. Além disso o ministro da Justiça publicou termo de posse a sete terras indígenas. Todos esses fatos nos trazem e revelam avanços nessa área, mas é claro que tem muita terra indígena a ser homologada e precisamos avançar muito mais ainda”, concluiu Meira.




 


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