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Brasília - Possíveis
irregularidades cometidas durante a reforma e a ampliação
do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), levaram o
Ministério Público Federal (MPF) nessa cidade a mover
ação pública de improbidade administrativa
contra dois diretores e oito servidores da Empresa Brasileira de
Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero). A informação
foi divulgada há pouco, em nota, pela assessoria de imprensa
do MPF.
A ação foi ajuizada na última
sexta-feira (20) pelo procurador da República José
Ricardo Meirelles, segundo a assessoria. Além dos funcionários
da estatal, responsável por administrar 67 aeroportos
brasileiros, a ação atinge a construtora Talude LTDA.,
responsável pela execução de obras no sistema
viário do aeroporto de 2000 a 2002.
O Ministério
Público pede que sejam restituídos aos cofres públicos
quase R$ 244 mil que teriam pagos indevidamente pela Infraero à
construtora. Ainda de acordo com a nota, as investigações,
a partir de documentos fornecidos pela própria estatal,
revelaram que, apesar de a quantia ter sido paga antecipadamente –
o que é proibido pela Lei de Licitações –, o
serviço não foi completamente realizado.
Além do
ressarcimento à coletividade (isto é, à
sociedade) por danos morais, o procurador pede que os envolvidos
tenham seus direitos políticos cassados, que os servidores da
Infraero percam o cargo, que os responsáveis pela Talude sejam
proibidos de firmar novos contratos com o poder público e que
seja aplicada um multa.
De acordo com as
apurações do MPF, o contrato original, orçado em
R$ 13,9 milhões, sofreu dois aditivos irregulares feitos sem
justificativa, o que elevou o valor em 24,8% (praticamente um quarto
do previsto), ultrapassando assim R$ 17 milhões.
Uma
perícia apontou que parte das obras acrescentadas já
havia sido realizada quando foram assinados os dois aditivos. Além
dos preços cobrados pela Talude terem subido em relação
aos valores apresentados durante a licitação, não
foram concluídos serviços como a pavimentação
de parte das vias. A outra parte, segundo a documentação
do MPF, estava prestes a ser concluída recebeu materiais de
qualidade inferior, a fim de evitar a ultrapassagem dos 25%
estabelecidos como limite para aditivos contratuais.
A
Infraero informa que divulgará
uma resposta até o final desta tarde.
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