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Brasília - O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STF) Paulo Medina está oficialmente de licença médica, após o deferimento ontem (23) de seu pedido pelo atual presidente do órgão, ministro Raphael de Barros Monteiro Filho. Medina era citado como suspeito na Operação Furacão e foi denunciado pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, por formação de quadrilha, corrupção passiva e prevaricação - que é quando um funcionário público deixa de cumprir sua função para garantir interesse pessoal.
A licença autorizada para o ministro Paulo Medina abrange o período de 20 de abril a 18 de maio. Após a divisão dos inquéritos no final de semana, a investigação da Operação Furacão é acompanhada pelo Supremo Tribunal Federal e 6ª Vara Federal do Rio de Janeiro. A ação desarticulou uma quadrilha que favorecia o jogo do bicho e a indústria das máquinas caça-níqueis no Rio de Janeiro.
Entre os 25 detidos pela Operação Furacão, estão contraventores, delegados e magistrados acusados de crimes como corrupção, tráfico de influência e envolvimento com jogos ilegais. Foi uma das maiores operações de combate à corrupção já realizadas no país, por causa do nível das pessoas envolvidas.
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