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24 de Abril de 2007 - 15h50 - Última modificação em 25 de Abril de 2007 - 11h40


Presidente da AMB diz que não é possível existir no país a cultura da intocabilidade

Lourenço Canuto
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Rodrigo Colaço, disse em entrevista em um intervalo da sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que não é motivo para preocupação o fato de o Supremo Tribunal Federal (STF) não tomar uma atitude imediata em relação aos envolvidos na Operação Furacão, da Polícia Federal, que têm foro especial. “Mesmo que o Supremo seja lento na largada, sua decisão em em torno dos acusados será definitiva, pois não cabe recurso”, lembrou.

Segundo Colaço, o Judiciário não pode aceitar a corrupção “parta de quem partir, seja nos seus quadros ou na política. Não é possível haver no país a cultura da intocabilidade”. 

Ele disse que a prisão temporária dos acusados serviu para o colhimento de provas e a qualquer tempo, se houver interferência destes nas provas, o Supremo poderá decidir novamente pelas prisões.




 


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